Blog de negrjp


APAGÃO DIGITAL


AVISO: A CRIAÇÃO DE NOVOS BLOGS ESTÁ DESATIVADA. O UOL BLOG SERÁ DESLIGADO EM NOVEMBRO DE 2018.

NNem tudo está perdido. Uma pequena parte deste Blog está preservada (não sei por quê, nem por quanto tempo) no site WEB ARCHIVE:

https://web.archive.org/web/20081011152646/http://sbtvd.anadigi.zip.net/


Continuaremos a trilhar a estrada virtual, através das páginas do HT - Forum:

 

https://www.htforum.com/forum/


E dos Forumeiros:


http://fisica2100.forumeiros.com/


E enquanto Deus quiser. Um grande abraço a todos.

 






Escrito por negrjp às 11h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Não sou terraplanista, mas concordo com eles num ponto:

Somos educados para a alienação

 

clica:

 

https://www.youtube.com/watch?v=k1wxvWRuttM

 

Alguém duvida disso?

 

.

.

.


Brincando, duas Crianças Detonam com a Relatividade


De acordo com a foto (excluída), duas crianças brincam numa máquina de girar.


Quando a máquina gira, cada criança vê a outra parada. No entanto, ambas veem o mundo girar, inclusive o Sol.


Vamos aos cálculos. 


Digamos que as crianças impõem uma velocidade angular ao brinquedo de uma volta a cada dois segundos.


Se as crianças são o centro do universo ( a relatividade de movimentos aceita isso), o Sol dará uma volta em torno delas a cada dois segundos.


O sol fica distante das crianças de 149.600.000 km. Então, a cada volta, o Sol irá percorrer


2 * 3,1415 * 149.600.000 km = 939.936.800 km em dois segundos.


Logo, 939.936.800 km / 2 seg =  469.968.400 km/s


Como a velodicidade da Luz é 300.000 km/s, para as duas crianças, o Sol é obrigado a viajar a uma velocidade 1566 vezes maior que a velocidade da Luz.

Mas a relatividade nos diz que nenhum corpo pode viajar acima da velocidade da luz...

 



Escrito por negrjp às 08h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




NOVEMBRO 

 

TV DIGITAL - FIM DA NOVELA?

 


Apagão Analógico em Jundiaí

Apertem os Cintos Língua de fora !

 

.

.

.

 

Nobel da Física vai para ondas gravitacionais

 


Mais uma vitória do Lobby...

 

https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/rainer-weiss-leva-nobel-de-fisica.ghtml

 

Amplitude de oscilação do espelho do interferômetro do LIGO : 1/2 diâmetro de um proton...


Nova medição mostra próton cada vez menor e desafia física


http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=medicao-proton-cada-vez-menor-desafia-fisica#.WdOzcPlSw_4

 


Vida Longa e Próspera para os Terraplanistas...

.

.

.

Fórmula-1 versus Fórmula-E

Dados técnicos comparativos, sujeitos à evolução.


Peso (massa)

F-1 : 642 kg, incluindo piloto

F-E : 880 kg, incluindo piloto


Peso (massa) da Fonte de Energia

F-1:  (sem a massa do tanque):  108 kg aprox.

F-E:  (massa total da bateria):  200 kg


Energia Disponível no Início da Prova

F1:  150 litros de gasolina  =  5.108,4  megajoules (1)

F-E: Uma carga de bateria de 28 kWh  = 100,8 megajoules (2)

Obs.: Diferença assombrosa!


Aceleração

F-1: 0-100 km/h = 2,6 seg.

F-E: 0-100 km/h = 2,95 seg.


Velocidade Máxima

F-1: Max. speed: 360 km/h

F-E: Max Speed: 234 km/h


Consumo

F-1: 1,3 km/l

F-E (km/kWh): não disponível


Autonomia (válida para um mesmo autódromo):

F-1: (km), não disponível

F-E: (km), não disponível


Tempo Médio de Prova

F-1: 1h 33 min

F-E: não disponível


Potência

F-1: 750 hp + 80 hp @ 18000 rpm

F-E: 270 hp (max).


Rendimento Térmico do Motor

F-1: (Ciclo Oto) = 25% aprox.

F-E: (Elétrico) = 75% max.


Origem da Energia de Movimento


 

F-1: Agricultura (Biomassa), Petróleo

F-E: Agricultura, Carvão, Diesel, Eólica, Hidro-Elétrica, Nuclear, Solar, etc.



Notas:


(1)  Fuel: 94.25% 98-102 RON unleaded gasoline + 5.75% biofuel -  Fuel capacity: Approx. 150 L


(2)  28 kWh Lithium-ion battery


Para saber mais:


https://www.htforum.com/forum/threads/clube-da-formula-e.237119/


 

Falsa Onda Gravitacional é Impacto de Ariete

 




 

Para saber mais:


http://fisica2100.forumeiros.com/t1796-onda-gravitacional-e-impacto-de-ariete#11198


.

.

.

 

 


EXPANSÃO RADIAL TERRESTRE

Resumo da Ópera

 

Expansão Radial Terrestre. 

O tempo necessário para o corpo em queda livre quase chegar ao centro da Terra será de 15 minutos e 49 segundos.


Mais:

 

http://fisica2100.forumeiros.com/t1237p240-gravidade-acao-ou-reacao#11173

 




Escrito por negrjp às 08h13
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 BINGO!

Experimento muito tosco, bem ao desgosto dos suíços, prova o princípio de equivalência entre massa inercial e massa gravitacional.

Verifique: no fotograma III, as esferas de chumbo torcem as varetas e dão a ilusão de ação atratativa.

Consequência imediata: inércia ou gravidade, uma das duas está sobrando. 

O fim dessa trágica novela somente acontecerá quando, de fato, medirem a gravidade em solo lunar.

Não pensem que foi tão fácil chegar ao resultado esperado. 

Cliquem o enlace abaixo e descubram por quê:

http://fisica2100.forumeiros.com/t1237p220-gravidade-acao-ou-reacao#11095

.

.

.

 

O Gato de Schrodinger Subiu no Telhado


“Um casal dedicava especial atenção e carinho a um gato de estimação. Quando fizeram uma longa viagem de férias, deixaram o gato sob os cuidados da empregada. Após alguns dias, a madame ligou e perguntou sobre como estava o gato. A empregada, então, respondeu:


— Seu gato morreu!


A madame, nervosa e desesperada, entrou em pânico. O marido, também, chocado, repreendeu a empregada, dizendo-lhe que deveria ter sido mais cuidadosa e sensível ao dar a notícia. Ele a instruiu sobre uma forma mais sutil de transmitir tais acontecimentos:


— Você poderia começar dizendo “o gato subiu no telhado”. Depois diria que ele se desequilibrou. Em seguida, que caiu do telhado e acabou não resistindo à queda. Seria mais sensível.


Semanas depois, estando ainda de férias, a madame ligou novamente para a empregada e perguntou-lhe se tudo estava bem. A empregada, cuidadosamente, respondeu-lhe:


— As coisas estão indo muito bem. Mas sua mãe subiu no telhado…”


Relatividade do Tempo, um falso paradoxo?


Dois foguetes partem para a lua ao mesmo tempo (algo impossível de ser atestado pela relatividade).


Um foguete parte da América e outro parte da Europa.


Quem assiste aos eventos através de dois monitores de TV, dirá que o foguete do outro lado do continente (não importa do lado que o observador esteja) parte atrasado.


Quem está na base lunar afirmará que os dois foguetes partiram ao mesmo tempo.


Quem está com a razão?


Aquele que assiste aos lançamentos desde a Lua é o único observador que está em condições de perceber, sem fazer cálculos,  que os dois foguetes partem ao mesmo tempo.


Mas, se os todos observadores do experimento não considerarem as condições de atraso de tempo de propagação da informação, todos estarão errados.


Galileu nos diz que qualquer referencial inercial é suficientemente bom para se fazer UMA ÚNICA observação.


Einstein levou esse princípio ao extremo. Para ele, o gato que subiu no telhado morreu somente depois do OBSERVADOR ter ciência dessa informação.


A velocidade de propagação da INFORMAÇÃO limita a percepção do observador em relação ao MOMENTO REAL DA OCORRÊNCIA DO FATO, em outras palavras: o sincronismo entre o fato e a ciência do fato pelo observador são impossíveis.


Quanto ao problema dos foguetes, digo que nenhum observador tem o dom da onipresença e onisciência para dar uma resposta categórica ao problema.


Einstein associou a velocidade da luz como limite para todas as interações da natureza. Mas poderá estar errado. Assim, penso que a física quântica vai humilhar a relatividade.

.

.

.

 

 

Diálogos com meus botões.



P - Quem é você?

R - Isso não tem importância.

 

P - O que levou você a esta interminável série sobre gravidade?

R - A gravidade põe em xeque a física clássica, quântica e relativista. Isso é muito estimulante.


P - Por que você resolveu esmiuçar esse assunto?

R - Como sempre, começou pela relatividade. Nunca me conformei com a relatividade do tempo. Nem com a possibilidade de um corpo estar em dois lugares ao mesmo tempo.

As pessoas ouvem estas coisas e encolhem os ombros, pois acham que tratam-se de assuntos de loucos, especialistas ou ambos. Outras, que se interessam ou são obrigadas a estudá-las, podem ficar enfurecidas.

Lembro-me de uma frase do jornalista Alexandre Kadunk que marcou minha existência:

"As vezes, um gigante é um gigante por que você está ajoelhado".


P- Você não acha a sua especulação  bem ruinzinha em relação à física oficial?

R - Tenho certeza disso. A física oficial é frágil, mas é o melhor que temos à disposição. Trocá-la por alternativas obscuras pode não ser um bom negócio.

 

P- Por que então combater a física oficial?

R- O que me irrita que a física oficial é "vendida" na mídia como "verdade científica". Isso é inaceitável.


P- Valeu à pena a especulação gravitacional?

R- Penso que sim, e ainda vale. A idéia da gravidade como reação (efeito) e não como ação (causa), vem rendendo excelentes reflexões filosóficas. A hipótese não é original. Ela é  debatida desde a Idade Média.


P - Há espaço na mídia para a discussão da física "underground"?

R- Quase nada.

Há excelentes fóruns para a física oficial; ela está presente nas séries de televisão e nas páginas de ciência da imprensa. Mas os fóruns de física oficiais não gostam de tocar no assunto. Parece que os dirigentes temem que a física heterodoxa desencaminhe a juventude estudantil. É como água e óleo.

Há também os fóruns de física "underground". Pena que a TV e imprensa não dão dá o mínimo de espaço para eles. Nem as emissoras que veiculam documentários tocam no assunto. Será que o tema é tão chato assim ?

 

P - Parece que você embarcou na polêmica da ida ao homem à lua. Isso não é um desserviço à ciência e tecnologia?

 

R- Essa polêmica é construtiva. Ela espelha o desconforto de quem gosta de pensar, contra a maioria daqueles que aceitam os fatos passivamente.

 

P- Seus números gravitacionais lunares mudaram bastante, não?

R - Não só mudaram como melhoraram!  Isso é o resultado da "evolução da óptica gravitacional". Quando abandonei a "porção" linear da fórmula fantástica, cheguei a um resultado maravilhoso!


P - Como foi esta evolução?

R - A coisa começou de uma hipótese "asnática", debatida apenas no campo qualitativo da questão; fomos à busca de provas de que a Terra poderia estar inchando. Quando partimos para a análise quantitativa, chegamos ao grau "fantástico". Hoje, podemos dizer que esse modelo de gravidade impulsiva, derivado dessa longa especulação, pode ser chamado de "Gravidade Radial", pois tem boa consistência matemática.

 

P - Mas o valor da gravidade radial da Lua difere da gravidade oficial, pois não ?

R - Sim, mas o valor da gravidade obtida nas presumidas filmagens lunares, também...

 

P - É tão difícil a obtenção da gravidade em solo lunar?

R - Com certeza! As melhores provas de gravidade são feitas em queda livre e pêndulo, que, por acaso, estão num filmete de uma antiga postagem.

 

P - Os gravímetros dinamométricos deixados na Lua não funcionaram?

R - Até onde sei, funcionaram mal. Estes instrumentos funcionam com molas ou cordas de piano. A temperatura da Lua varia de aproximadamente - 100 a + 100 graus celsius. Não há mola que cubra esta faixa sem erro de medição. Molas variam a elasticidade em função da temperatura. Cordas de piano também não mantém a afinação numa faixa de temperatura tão extensa.


P - E quanto as sondas orbitais que medem a gravidade à distância?

R - Elas são muito boas, mas medem apenas a variação de uma gravidade presumida como certa.


P - Depois de um longo jejum nas viagens espaciais, os chineses vão enviar uma sonda na Lua, algo parecido com os jipinhos que visitaram Marte, o que podemos esperar disso?

R - Espero que esta missão seja predominantemente científica e tenha  êxito. Muitas sondas foram perdidas nessa odisséia. Quem sabe, teremos novidades sobre a gravidade superficial lunar.

P - Para terminar: você acha que estamos passando por uma encruzilhada científica?

R - O tempo todo. Daí minha irritação pelo termo "verdade científica".


P - Para você, o que é verdade?

R - Parece uma utopia, não? Quanto maior a clareza como vemos as coisas, maior a proximidade da verdade. Mas a luz intensa pode ofuscar-nos... somos limitados.


P - Um pensamento para finalizar?

R - Outro, de Kadunc:

"O homem somente andará de cabeça erguida quando estiver pisando no chão da verdade."

 

.

.

.

Republicação do Baú do Blogueiro. Agradecemos ao HT-Forum pela conservação da série:

 

A terra está inchando?

https://www.htforum.com/forum/threads/a-terra-esta-inchando.153308/



Escrito por negrjp às 07h59
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Nota Importante


Após 45 anos de funcionamento do Sistema de Televisão Analógica Cromática PAL-M, inaugurado em 31 de março de 1972, e mais de 67 anos de operação ininterrupta do sistema monocromático M, ocorreu o apagão analógico na Cidade de S. Paulo, em favor do novo sistema digital SBTVD-t. Vida longa para a televisão digital.

 

Hipotese da Expansão Radial Terrestre - Prova Final

Como aparentemente não está nos planos das agências espaciais fazer uma medida objetiva da gravidade da Lua, em queda livre ou pendular, ficamos aqui na Terra em busca de uma prova para a gravidade radial.


Essa proposta é um arremedo do célebre experimento de Cavendish.

O objetivo dessa prova é fortalecer ou levar a hipótese da expansão radial terrestre à ruína.



A figura acima descreve um dispositivo composto por quatro hastes lubrificadas.

Cada par de hastes estão afixados (em disposição diametral) em um mancal.

Os dois mancais são sustentados por um pedestal vertical.


Em cada haste há uma mola comprimida, uma bola perfurada e um sistema de travamento/destravamento por controle à distância.

O sistema de destravamento é sincronizado, de modo que liberta todas as bolas em condição de igualdade.

 


Nessa segunda figura abaixo, descrevemos uma situação de simples compreensão:




Ao libertar as bolas da pressão das respectivas molas, cada bola partirá do centro do pedestal e caminhará (de forma acelerada) em direção ao extremo de cada haste.


Se a hipótese da expansão radial terrestre estiver errada, nada além disso deve acontecer.


A última figura abaixo ilustra o que pode acontecer se a hipótese da expansão radial terrestre estiver correta:



Ao libertar as bolas da pressão das respectivas molas, cada bola partirá do centro do pedestal em direção ao extremo de cada haste.


Pois bem, a hipótese da expansão radial afirma que a gravidade é reação ao movimento da expansão radial terrestre, de modo que não existe força de atração ou deformação do espaço-tempo.

Logo, em função da reação inercial das bolas, a distância de uma bola em relação à bola vizinha permanecerá a mesma.

Quem observa o experimento em ação dirá que as bolas vizinhas se atraem. Essa é uma pista de que o experimento da balança de Cavendish foi interpretado erroneamente.


No entanto, se a hipótese da expansão radial terrestre estiver errada, esse efeito nunca irá acontecer, nem em câmara de vácuo. 

 

 

Cometi um erro primário nessa tentativa de reproduzir o efeito Cavendish no modelo acima. Trata-se da falta da expansão radial no pedestal do sistema.

Encontrei uma solução bem mais simples para provar que a aproximação das bolas se dá pela inércia das mesmas em relação a expansão radial terrestre.

Basta usar um mecanismo de guarda-chuva:

Na primeira condição, o mecanismo é aberto em movimento circular uniforme. As bolas vermelha e azul tem pouca reação inercial. Logo, a trajetória das mesmas é muito próxima da linha tracejada em preto.

Na segundo condição, o mecanismo é aberto em movimento circular acelerado. As bolas vermelha e azul reagem a força de separação e permanecem mais tempo juntas.

Será que conseguirei provar o efeito de equivalência com este experimento?

 

Informações completas do desenvolvimento dessa hipótese, devidamente criticado, encontra-se no seguinte endereço:

 

http://fisica2100.forumeiros.com/t1237-gravidade-acao-ou-reacao



 



Escrito por negrjp às 08h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




Enciclopédia SBTVD PAL-M 

Republicação da série de estréia de nosso blog, lá pelos idos anos 2005.

Agradecemos ao HT-Fórum, pela conservação destas postagens em seus arquivos.

 

NOVELA DIGITAL - Prólogo

 

Qual o significado da palavra "analógico"?

Qual o significado da palavra "digital"?

 

Em tecnologia, é a forma de como uma grandeza física varia em função de outra.

Quando a variação de uma grandeza acontece de forma "suave" ou "contínua", dizemos que ela é "analógica". 

Quando essa variação acontece de forma "abrupta" ou "discreta", dizemos que ela é "digital".

Um exemplo bem simples para entender esses conceitos é imaginar a forma de como vencer obstáculos em terrenos acidentados.

Digamos que existam dois terrenos planos com uma diferença de altura de 10 metros entre eles.

Uma forma de permitir a passagem de um pedestre de um terreno para o outro é construir uma rampa. A outra é através de uma escada.

Ao deslocar-se de um terreno mais baixo para o mais alto através de uma rampa, o pedestre faz uma caminhada suave, desde que a rampa seja longa.

Ao deslocar-se através de uma escada, o pedestre ganha altura através de pequenos lances.

No primeiro caso, não é possível determinar com precisão a altura em que o pedestre está a cada momento do deslocamento. A forma de expressar de tal situação é meio vaga, ou "analógica".

No segundo caso, sabendo-se qual é o desnível do terreno e o número exato de degraus, é possível dizer com boa precisão a altura em que o pedestre se encontra. É possível expressar tal situação de forma númerica, ou "digital".

Adendo:

Uma definição de Allan Turing sobre o que é digital:

Digital é tudo aquilo que pode ser contado.

Definição de gênio...

 

Novela Digital - Primeiro Capítulo

O que diferencia a TV digital da TV analógica?

O funcionamento da TV analógica depende da óptica, eletricidade e lógica fixa. O funcionamento da TV digital depende da óptica, eletricidade, lógica flexível, matemática e estatística. A TV analógica, nos primórdios (anos 40-60), somente transmitia imagens. Com o tempo, passou a transmitir outras mensagens.

A "gestação" da TV digital vem acontecendo no "ventre" da TV analógica.

A primeira aplicação de TV digital aconteceu na década de 1970, quando as emissoras passaram a transmitir a hora certa para sincronizar a rede de repetidoras.

Uma importante aplicação das técnicas digitais é a aplicação da "legenda oculta" (close caption), introduzida na década de 1980, pois permitiu aos deficientes auditivos acompanharem os noticiários através de um texto auxiliar.

Na ponta do telespectador, as técnicas digitais vem sendo aplicadas no receptor de TV, tais como: controle remoto infra-vermelho, decodificador de legenda oculta, memória de canais prediletos, anotador de recados, etc.

Uma aplicação muito interessante, bem explorada no Reino Unido pela BBC, é o teletexto. Conhecido como CEEFAX, este sistema envia, através da TV analógica, páginas e páginas de textos sobre os mais diversos assuntos, tais como: metereologia, utilidade pública, notícias, e alguns joguinhos.

A principal função, a transmissão de imagens em tempo real, continuou sendo realizada apenas pelas técnicas analógicas até a década de 1990.

 

Novela Digital - Capítulo Dois

Antes de se pensar em televisão digital, era preciso encontrar meios para converter as imagens em dados digitais, isto é, códigos numéricos. 

Somente após vencer esse desafio, seria possível pensar na transmissão das imagens digitalizadas.

O primeira beneficiária do desenvolvimento das técnicas de digitalização de imagens foi a indústria gráfica (as revistas e os jornais). 

As técnicas estavam no ínicio. Somente através de programas e computadores poderosos (e caros) era possível fazer alguma coisa.

As reproduções de imagens eram ruins, se comparadas ao método tradicional foto-químico-mecânico.

Os contornos das figuras eram serrilhados em zigue-zague e a quantidade de cores limitadas. No entanto, era possível escolher uma infinidade de estilos de letra, tamanhos e formas de composição.

Uma Curiosidade

A imagem que se forma nas máquinas fotográficas "digitais" são analógicas.

A câmara fotográfica digital opera pelo efeito foto-elétrico e reage linearmente à luz, isto é, desenvolve tensões elétricas proporcionais à intensidade luminosa. 

Só após a captura a "imagem elétrica" é digitalizada, isto é, transformada em códigos numéricos.

A imagem que se forma no filme de uma "câmara analógica" é digital, pois ela é formada pela "densidade de grânulos de prata e é proporcional à luz incidente. Esses grãos sensibilizados formam unidades discretas, se vistos num microscópio, podem ser contados (quantizados) com facilidade. 

Logo, a  tradicional técnica de registro de imagens foto-química é totalmente digital!

 

Novela Digital - Capitulo Três

A potência dos computadores gráficos não parava de aumentar. A cada geração, conquistavam-se mais velocidade de processamento e mais espaço para a memória.

Na década de 1980 havia chegada a hora da digitalização de filmes de cinema. Nas filmagens, os resultados de uma tomada de imagens podiam ser observados na hora. E melhor: era possível produzir efeitos especiais como nunca antes. 

Os fãs de Michael Jackson devem relembrar-se do video-clip "Thriller", no qual ocorre a transfiguração do astro da "música pop" em lobisomem.

E a televisão? Bem, a digitalização de imagens trouxe um sério problema para a transmissão de televisão: a conversão de imagens em dados provocava uma tremenda inflação de informações.

Como o problema da inflação de dados seria resolvida?

Aguardem o próximo capítulo...

 

Novela Digital - Capítulo Quatro

 

- Como embarcar um elefante num fusca? 

- Como acomodar as informações das imagens digitalizadas num canal de TV analógico? 

Os cientistas tinham de resolver o segundo problema, embora houvesse alguma semelhança como primeiro.

As ondas de rádio, nas quais seriam transportadas as imagens digitalizadas são, por natureza, analógicas.

Era preciso aumentar a capacidade de transmissão numérica das transmissões analógicas. Nesse ponto ocorre a primeira grande cisão entre as pesquisas americanas e européias.

- Os americanos optaram pela modulação das ondas de rádio em amplitude (AM).

Nessa técnica, uma onda pode assumir oito níveis de amplitude discretos, logo, pode transportar a cada momento um valor numérico dentro de uma escadinha de oito degraus (zero-um-dois-tres-quatro-cinco-seis-sete).

- Os europeus optaram pela modulação das ondas de rádio em frequência (FM). 

Nessa técnica, uma onda de rádio pode transportar, a cada momento, um valor numérico compreendido entre zero e 63, coordenado numa "tabela de lugares geométricos" de oito linhas por oito colunas.

O sistema americano de modulação veio a ser conhecido como 8-VSB (Eight [symbol] Vestigial Side Band - uma modalidade de transmissão AM com uma faixa lateral comprimida, herdada do velho sistema analógico NTSC)

O sistema europeu (no qual derivou o sitema japonês e brasileiro) veio a ser conhecido como COFDM (Coordenated Ortogonal Frequency Division Multiplex - Multiplexação por Divisão de Frequência em Coordenadas Ortogonais). 

Ambos "nasceram" com vantagens e desvantagens "complementares":

- O sistema americano é, por natureza, menos sensível às interferências de descargas elétricas (faíscas de raios, velas de ignição de veículos e motorzinhos de liquidificador). No domínio da televisão analógica, essa interferência pode ser percebida pelo aparecimento de "traços e pipoquinhas" na imagem;

- O sistema europeu é, por natureza, menos sensível aos efeitos de ondas rebatidas (pelo relevo ou edificações). No domínio da televisão analógica, a ocorrência dessas reflexões provocam o aparecimento de "fantasmas" ao lado direito das imagens recebidas.

O que um tinha de bom, o outro tinha de ruim...

Afortunadamente desde o início dos testes de transmissão, ambos os sistemas vêm melhorando o desempenho, através de ajustes na estrutura lógica-estatística-matemática.

Bem, a ampliação da capacidade de transporte de dados pelas ondas de rádio foi suficiente para embarcar o elefante no fusca?

Ainda não.  Mas meio caminho estava andado. 

A capacidade de transporte de um canal de televisão ainda não era suficiente para transmitir esse excesso de informação. 

Mas sobrava um prêmio de consolação: a produção de TV nos estúdios podia ser digitalizada.

Durante a década de 1980 começou a digitalização dos estúdios de televisão. Das prosaicas superposições de duas imagens e os efeitos em "chroma-key" da era analógica (recortes de imagens sobre fundo azul), era então possível produzir efeitos especiais fantásticos, vistos principalmente nas reportagens de carnaval. Já era possível "dar um nó" nas imagens.

O problema da inflação de informações na TV digital seria resolvido somente na década de 1990.

Aguardem o próximo capítulo...



Escrito por negrjp às 17h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

Novela Digital - Capítulo 5

Como embarcar um elefante num fusca? II

O elefante, ou melhor, o problema da inflação de dados, foi parcialmente resolvido com a expansão da capacidade de transmissão de símbolos numéricos das ondas de rádio.

Infelizmente, isso provocou a ruptura entre as pesquisas americanas e européias, que resolveram o problema por caminhos diferentes. A esperança de se obter um único padrão de televisão digital mundial foi perdida.

Deixemos esse problema para mais adiante e vamos acompanhar o que foi feito para resolver o problema da inflação de dados.

Vamos recorrer ao que acontece com o cinema para entender a solução do problema.

Para se capturar o movimento de uma cena (por exemplo, um cavalo correndo), uma máquina fotográfica precisa fazer uma foto a cada 1/24 segundo, ou seja, a cada segundo são feitos 24 disparos. Obviamente, cada chapa congela posição em que o cavalo se encontrava no momento do disparo. No entanto, ao reproduzir as fotos na mesma velocidade que foram capturadas, a ilusão de movimento é restituída.

Ao se observar a olho nu as fotos da sequência filmada, percebe-se que há muito pouca diferença entre um quadro e outro, como também são pequenas as diferenças de tons no corpo do cavalo ou do céu, etc.

O principal trunfo da TV digital, devido a disponibilidade de circuitos de memória é a eliminação da transmissão daquilo que não se altera (redundâncias).

O que acontece é que após a captura de uma certa imagem, ou "formação" da imagem, o trabalho da TV digital resume-se na "manutenção" da cena memorizada, isto é, transmitir apenas que muda de uma cena para outra.

Este truque permitiu uma drástica redução de dados a serem transmitidos. Todos ficaram surpresos ao perceberem que um canal analógico de TV poderia transportar quatro programas digitais ao mesmo tempo, em qualidade de imagem convencional, ou então, um único programa cuja qualidade de imagem rivaliza-se à do cinema, permitindo a exibição de cenas de TV em telas gigantes sem o aparecimento de falhas.

 

Essa técnica de compressão permitiu o advento do DVD e da DTH (Direct to Home Television), TV digtal via satélite.

 

Novela Digital - Capítulo 6

O Elefante no Fusca III

Com todos os artíficios apresentados nos capítulos anteriores, finalmente já era possível embarcar o elefante no fusca. Mas ainda era preciso saber para que lado ia o fusca. 

Foi criada a técnica de previsão do movimento da imagem. E o problema se acabou. (Não sei se o drible de um jogador de futebol pode enganar essa técnica de previsão de movimento...) .

Como pôde ser notado, as técnicas que permitiram a digitalização de imagens, usam e abusam dos recursos da matemática e estatística. Essas técnicas são conhecidas como técnicas de compressão de dados: MPEG II, MPEG IV, JPEG, etc.

Quando quatro programas diferentes são embutidos em um único canal, o aproveitamento das técnicas de compressão é levado ao máximo.

Outra questão em jogo são os anúncios comerciais. Eles precisam ser "escalonados" pelas emissoras, a fim de evitar "congestionamento de dados, pois nesses tipos de mensagens há uma troca muito rápida de cenas e "surtos" na produção de dados.

Todos esses benefícios sacrificaram um recurso da TV analógica: o "zapping". (Alguém se lembra disso?) .

A mudança rápida de canais só é possível quando toda a imagem é renovada a cada 1/30 de segundo. Como na TV digital, a imagem precisa ser "formada" para depois ser "mudada", o "zapping" inviabilizou-se.

 

Novela Digital - Capítulo 7

O sistema digital de televisão via satélite consolidava-se pelo mundo afora. Esse sistema, adotado pela maioria de países do mundo era o Europeu DVB-S (Introduzido no Brasil em 1996, através da Globo e Abril. 

A TV digital via cabo tem dois grandes concorrentes, em versões dos padrões americano e europeu.

Esses sistemas permitem multiprogramação, interatividade (por terem canais de retorno em tempo real) e alta definição.

A principal vantagem da TV a cabo é o assinante quem decide por qual tipo de serviço vai pagar.

A transição de sistemas também é decidida pelo assinante, que conta inclusive com a opção dos velhos sistemas analógicos, pois todos eles convivem pacificamente na transmissão via cabo.

A TV digital via cabo começava a engatinhar no Brasil.

Quanto à televisão terrestre, nem tudo são flores...

 

Novela Digital - Capítulo 8

Após 8 anos de lançamento do sistema ATSC (versão terrestre) nos EUA, a TV digital estava presente em 1 milhão dos 20 milhões de lares cobertos por esse serviço.

Os radiodifusores americanos não estavam satisfeitos com os resultados obtidos, pois o desejo deles é que a TV aberta amplie a sua fatia de participação no mercado e que o serviço volte a ser um sério concorrente da TV a cabo e satélite. 

Agora, já no fim da transição, marcada para o ano que vem (2008), alguns preveem uma conclusão "catastrófica". A transição vai acontecer "na marra".

Os gigantes da informática compraram os canais analógicos para uso em banda larga. Os radiodifusores reclamam sobre os riscos de interferências, muita gente vai migrar para cabo ou satélite. Nove milhões pessoas ainda dependem do serviço de TV analógica terrestre.

Há uma grande ameaça da TV aberta desaparecer nos EUA.

Nota do Blogueiro: Nada como o tempo para acomodar as coisas. A catástrofe não aconteceu, ao menos por enquanto.

Nos EUA, a digitalização revigorou a TV aberta.

 

 

Novela Digital - Capítulo 9

 

Os maus resultados obtidos nas primeiras experiências da Televisão Digital Terrestre, devido à baixa penetração nos EUA e algumas falências na Inglaterra e Espanha, deram origem a mais duas "tentativas" híbridas.

Uma delas é o sistema Indiano "Telisar", que permite a transmissão silmultânea de dois programas de televisão em um único canal analógico NTSC.

O outro sistema é o norte-americano "dNTSC", criado pela Dotcast, que permite o serviço de televisão sob encomenda dentro de um canal analógico NTSC.

Ambos modelos foram apresentados na feira da NAB- Associação de Radiodifusores Americanos em 2002.

O sistema indiano não foi reconhecido pela União Internacional de Telecomunicações.

O sistema americano recebeu a autorização de funcionamento nos EUA pela FCC - Comissão Federal de Telecomunicações.

A Disney testou o sistema dNTSC durante dois anos em três cidades dos EUA. A Disney oferecia cem títulos de filmes de cinema por semana, graváveis em um equipamento especial, nas casas dos assinantes.

Embora os sistemas híbridos, americano e indiano, fossem limitados em relação à cobertura e capacidade de transporte dos sistemas "totalmente digitais", tinham a vantagem de evitar a duplicação dos sistemas de trasmissão (Estúdios, Canais, Transmissores, Repetidores).

Essas operações em duplicidade, conhecidas como "simulcast", são muito caras e forçam as emissoras apressarem o "apagão" da televisão analógica.

Isso pode levar aos telespectadores a necessidade inadiável de compra de conversores para que seus aparelhos analógicos continuem funcionando.

Particularmente, torci muito pelo sucesso do modelo dNTSC que atualmente sobrevive apenas na TV a cabo. 

Nenhum modelo de TV totalmente digital atingiu o limite da técnica, vão passar por muitas revisões.

O modelo hibrido é um excelente laboratório de desenvolvimento e não devia ser desprezado.

 

Novela Digital - Último Capítulo?

 

Enquanto o Brasil pesquisa o modelo ideal de TV digital terretre, a fim de contemplar o telespectador com alguma forma de interatividade, os concorrentes mundiais de TV terreste, a cabo e satélite se digladiam.

Para complicar o quadro, surge agora mais uma personagem nessa interminável novela.

As velhas operadoras de telefone, que apanharam tanto para acompanhar o desenvolvimento das técnicas de comunicação digital, estão estreando um serviço de IP-TV nos EUA, Itália e Suíça nas suas (ociosas) linhas de comunicação em banda larga.

Curiosamente, esse novo serviço está sendo implementado ém áreas em que participação da TV a cabo convencional é muito baixa...

A IP-TV é a TV em protocolo internet, padrão mundial único (até que enfim!), permite ao assinante a assistir vários canais de TV em tempo real além de gravar programas e filmes "a la carte".

A interatividade é total e o assinante paga apenas pelo que usa.

Cogita-se adotar esse padrão em transmissões terrestres, o que permitiria alocar 20 canais de TV em um único canal convencional. No entanto, a técnologia para esse serviço ainda não está madura. (Nota: em 2005)

O grande desafio é reduzir alto custo dos receptores, pois tornam-se complicados como os computadores. 

Um padrão de IP-TV universal, produzido em escala mundial, venceria esse desafio?

Para saber mais sobre o debate, vá a este endereço:

 

http://www.htforum.com/vb/archive/index.php/t-85680.html

 



Escrito por negrjp às 17h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




PREZADOS AMIGOS DO BLOG SBTVD PAL-M,



NOSSO BLOG, HÁ ONZE ANOS NA ESTRADA,  NOVAMENTE ATINGIU O LIMITE DE PUBLICAÇÃO.

Por conta da fusão de todas as contas do assinante (alteracao unilateral de contrato?), o provedor limitou o espaço destinado a todas as nossas publicaçoes.

Por esse motivo, resolvi preservar o acervo do fotoblog de negrjp , onde se encontram centenas de desenhos e graficos que nos custaram muitas horas de trabalho. Essas imagens vao continuar a ser exibidas em foruns de outros provedores. Futuramente pretendo utilizar algumas delas em uma publicacao sobre gravidade radial.

 

http://negrjp.fotoblog.uol.com.br/

 

Para todos que prestigiam nossa pagina, convido-os a visitarem o HT Forum para saber das novidades sobre tecnologia de Radio de TV.


http://www.htforum.com/forum/


Para quem gosta de assuntos cientificos, visitem  o forum  Fisica2100

http://fisica2100.forumeiros.com/

 

Grato a todos pela compreensao, sera um prazer recebe-los nos citados foruns.

 

[s]

Jonas



Escrito por negrjp às 05h28
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog