Novela Relativística, Parte Final. O éter, esse desconhecido. A maneira mais simples de entender tudo isso sem enlouquecer*, conforme diz Van Flandern, é se desfazer da Teoria da Relatividade de Einstein e assumir que há um meio de transporte para a luz. Quando um relógio se move através desse meio, o tempo para que cada elétron do relógio atômico complete sua órbita leva mais tempo. Portanto, esse relógio faz menos "tique-taques" em um determinado momento do que um relógio parado [em relação ao eter]. * [A coisa é de enlouquecer mesmo. Se o éter, de existência ainda não provada, em termos macrocósmicos é imóvel, este deveria ser a referência de todos os movimentos. Em meados da década de 1930, numa conferência de física Holanda, Einstein retratou-se e disse que era impensável para a física um universo sem o éter, e que ele apenas relativizou-o.] Relógios móveis andam mais devagar, em resumo, por que nesta condição seus mecanismos ficam mais lentos. São apenas relógios. Isso não quer dizer que o tempo fica mais lento [Da mesma maneira que o tempo não pára quando um relógio quebra]. Todas as experiências que supostamente confirmam a Relatividade Especial são feitas em laboratórios terrestres, nos quais cada partícula ou relógio atômico sofrem a ação da gravidade da Terra, e portanto, a qual pode desacelerar esses relógios. [Comentário: as diferenças encontradas nos relógios atômicos fixos ou móveis em relação à Terra podem não depender simplesmente das alterações gravitacionais, mas também da pressão e temperatura diferentes, influência de raios cósmicos, campo magnético das naves, etc, etc. Considerar também o giro dessas naves em relação à Terra, que podem ser somados ou subraídos assimetricamente aos giros das órbitas dos átomos desses relógios atômicos embarcados]. Ambas as teorias, Einsteniana ou de Campo Gravitacional Terrestre [de Van Flandern], produzirão os mesmos resultados. Até agora. Voltemos ao problema do GPS - Sistema de Posicionalmento Global. Na altitude em que se encontram, os relógios dos satélites GPS adiantam aproximadamente 46 milisegundos ao dia em relação aos relógios terrestres, pois o campo gravitacional à 20.000 km da Terra [altura média da órbita dos satélites GPS] é muito menor [além do efeito de microgravidade, pois os satélites sofrem também o efeito da força centrífuga]. Os relógios orbitais também cruzam por esse [fraco] campo gravitacional numa velocidade média de três quilômetros por segundo (3.000 m/s), por conta de suas velocidades orbitais. Por tal razão, um tique-taque desses relógios são 7 milisegundos mais lentos que os relógios terrestres. Para compensar esses dois efeitos [supostamente do campo gravitacional terrestre e do movimetno das órbitas dos satélites], os engenheiros do sistema GPS regularam esses relógios, antes do lançamento, para atrasarem a marcha à razão de 39 milissegundos ao dia. Esse procedimento fez com que o "tique-taque" dos relógios orbitais batessem em perfeito sincronismo com os relógios terrestres e o sistema funcionou. Com o GPS, observadores terrestres podem localizar-se com alto grau de precisão. Entretanto, pela Teoria Einsteniana, era esperado que, em função do movimento dos relógios orbitais, e da relevante variação da velocidade desses artefatos em relação a um observador em qualquer ponto da terra, esperava-se que seria necessário correções relativistas constantes na frequência (tique-taques) dos relógios. Pela complexidade dos cálculos, isso tornaria o GPS funcionalmente inviável. Mas essas compensações [relativísticas] não são foram feitas.. No entanto, o sistema é gerenciado para funcionar, apesar de não utilizar nenhuma correção relativista após o lançamento. ELES BASICAMENTE ANIQUILARAM A TEORIA DA RELATIVIDADE. [Engraçado, modernamente os físicos "oficiais" vêem no GPS uma prova "irrefutável" da Teoria da Relatividade, e dizem que Van Flandern estava errado. Vamos acreditar em quem?]. Os últimos resultados não estão de acordo com as expectativas relativistas. Para acomodar os resultados, os Partidários Einstenianos argumentam que , se você olhar as coisas de um quadro de referência diferente, tudo ainda funcionará bem. Mas eles têm de fazer o equivalente, do mesmo ponto de observação, e isso não é convincente. Uma simples teoria que leva em conta todos os fatos, mais cedo ou mais tarde suplantará uma teoria do tipo Rube Goldberg. 
[Com.: Isso é uma piada, Rube Goldberg era cartunista que fazia charges sobre as complicações da vida]. Penso que isso está começando a acontecer. A pergunta de Dingles [o cara que desafiou a NATURE]:
O professor da Universidade de Londres Hebert Dingle demonstrou por que a Relatividade Especial sempre entrará em conflito com a lógica, não importando qual das duas aprendermos primeiro. Segundo a teoria, se dois observadores estão equipados com relógios, e um se move em relação ao outro, o relógio que está se movendo é mais lento que o relógio estacionário. Mas o princípio da relatividade em si (parte integrante da teoria), faz a afirmação de que, se uma coisa está se movendo em linha reta em relação a outra, qualquer uma das duas pode ser considerada móvel ou imóvel. Decorre que, se há dois relógios, A e B, e um deles está em movimento, o relógio A anda mais devagar que B e o relógio B anda mais devagar que A. Isso é um absurdo [!]. [Se você não entendeu, na situação acima, qualquer um dos relógios pode ser considerado fixo, pois depende do referencial relativístico. Então qualquer um dos relógios pode se atrasar. [Maluquice, não?!] A questão [do físico dissidente] Dingles era esta: qual dos dois relógios anda mais lento? Os físicos [ortodoxos] não conseguiram chegar a um acordo sobre essa resposta. À medida que o debate ia adiante, o físico canadense [Van Flandern?] escreveu à Nature em julho de 1973: "Talvez chegou o tempo para aqueles que querem uma resposta oficial. Caso contrário, o homem simples que ouve sobre esse assunto, pode exercer o seu direito de comentar que, quando os peritos discordam, todos podem não estar certos, mas todos podem estar errados." [Galbraith, economista canadense, não via problemas nas divergências: "Quando todos concordam, todos correm o risco de estarem errados". Nelson Rodrigues, cronista brasileiro, foi além ao afirmar que "Toda a unanimidade é burra".] O problema não foi resolvido. Allan Lightman, do MIT, ofereceu uma solução insatisfatória em seu trabalho "Grandes Idéias em Física (1992)": "O fato de que cada observador vê o [outro] relógio marcando mais lentamente de que seu próprio relógio não conduz a uma contradição. A contradição pode surgir se os dois relógios puderem ser postos de volta juntos, lado a lado, em dois tempos diferentes [?]. Mas os relógios em constante movimento relativo retilíneo, podem estar juntos apenas uma vez, no momento da passagem. Assim, a teoria é protegida pela sua própria [e diabólica] lógica interna, pela impossibilidade de ser posta à prova." Uma teoria dessas pode ser considerada científica? -Tom Bethel, autor desse artigo traduzido livremente pelo blogueiro. Comentários Finais.
Achei muito interessante esse artigo, pois me fez sentir menos idiota que antes. Li vários artigos "simplificados" da teoria da relatividade e nunca entendi nada. A batalha entre a física oficial e a dissidente continua. Quem sabe, um dia, aparecerá um novo Galileu e suplantará a moderna inquisição da relatividade.
Encontrei um pensamento sobre teorias, não sei quem é o autor, mas vem a calhar: "O que sobrevive não são as teorias, mas as realidades que teorizamos." Não vamos nos detratar por elas... Nota:
O artigo integral de Tom Bethel, encontra-se nesse endereço: http://www.gravitywarpdrive.com/Rethinking_Relativity.htm
Escrito por Jonas às 12h03
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