TV móvel: Recordes de Velocidade
Tristes foram os incidentes decorridos esta semana em Brasília, quando foram suspensas as demonstrações dos sistemas de televisão digitais brasileiro e europeu para o serviço de televisão móvel, entre outros.
É sabido que o sistema japonês ISDB-T foi concebido desde o princípio para contemplar o serviço de televisão móvel.
Os europeus lutam para recuperar esse terreno perdido, os americanos optaram por serviços complementares, distribuidos pelas companhias telefônicas através do sistema coreano Qualcomm e o próprio sistema DVB-H, europeu. No entanto, o consórcio americano ATSC promete mais um aperfeiçoamento para a TV digital móvel até meados desse ano, quando esse serviço poderá ser oferecido pelos próprios radiodifusores.
Os brasileiros que desenvolvem o sistema MI-SBTVD optaram pela transmissão em diversidade espacial, além de complementos digitais em software que permitem superar as deficiências das tecnologias antepassadas.
Ao que tudo indica, o serviço de TV móvel poderá ser o quesito de desempate nessa batalha.
Mais uma vez, fica muito claro que não faz sentido a pressa pela adoção de um novo sistema de televisão no Brasil. As tecnologias não atingiram a consolidação esperada de modo a justificar a nossa decisão. Nem no desenvolvimento ou adoção pelo mercado.
Mas a televisão móvel existe há muito tempo e pode ser saboreada nas casas dos telespectadores!
Quem nunca viu uma transmissão da prova de São Silvestre, Fórmula Um, Indy ou Internacional, além das reportagens aéreas sobre as grandes cidades?
Em todos esses casos, a mobilidade é reversa: a emissora é móvel e os receptores são fixos.
Essas "emissoras" são montadas em helicópteros, zepellins, em caminhões de reportagens externas ou em bólidos de corridas, e transitam numa velocidade superior a trezentos quilômetros por hora. As imagens capturadas pelas câmaras desses veículos são entregues às repetidoras fixas e em seguida, enviadas as casas dos telespectadores.
Bem, a seguir vem uma perguntinha capciosa. Qual o sistema utilizado nessas transmissões?
São utilizados três sistemas: Americano, Francês ou Alemão. Detalhe: todos eles são ANALÓGICOS e bem conhecidos pelo público: NTSC, SECAM e PAL!
Mas, por quê não se utiliza sistemas digitais móveis nessa situação?
Simplesmente porque não funcionam tão bem.
Nos sistemas analógicos, as imagens são completamente renovadas a cada 40 milésimos de segundo. Isso significa que quando ocorre uma interrupção na trasmissão das imagens por qualquer obstáculo físico, esses tempos de transmissão perdida podem ser "maquiados" através de técnicas digitais nas centrais técnicas dos estúdios.
Na condição de transmissão móvel, os sistemas de transmissão digital dependem de muita redundância (repetições temporais ou espaciais) a fim de compensar esses problemas, de modo que tais obstruções tornam essa modalidade de transmissão inviável.
A TV portátil também é uma velha conhecida dos telespectadores. Na década de 80 a empresa britânica Sinclair lançou no mercado os primeiros televisores portáteis em cristal líquido. A Sony lançou um TV de mão com canhão eletrônico lateral. Nunca fizeram sucesso.
Continuo batendo na tecla que a melhor solução técnica (e mais barata) é reunir o que há de melhor nos modos analógico (compativel com o legado de 60 milhões de aparelhos receptores sem o uso de conversores, longo alcance territorial e social) e digital (transportado pelas mesmas emissoras analógicas) para serviços especiais, tais como cinema sob encomenda, tele-educação, saúde, meterologia, etc.
O nome dessa solução híbrida tem um nome: dPAL-M.
Mais informações em:
http://negrjp.fotoblog.uol.com.br
Escrito por Jonas às 09h44
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