SBTVD PAL-M


Apagão Analógico: Não deixem ninguém de fora.

Vez ou outra, volto a bater na mesma tecla: o curto prazo de transição de sistemas de TV aberta no Brasil, principal razão de ser deste blog SBTVD PAL-M, poderá prejudicar os menos favorecidos.

A TV aberta possui "peculiaridades" que não há em nenhum outro sistema de comunicação de massa.

À despeito dos sistemas fechados de TV por assinatura, nos quais os operadores conhecem os clientes pelos seus nomes, a TV aberta é um bem público no qual é muito difícil "se comunicar" com cada beneficiário.

Em sistemas fechados de televisão, para promover um processo de modernização, basta contactar com os seus clientes e firmar novos contratos.

Nos EUA, por exemplo, a TV a cabo utiliza o velho sistema analógico NTSC, porém, na transição do sistema de TV digital, algumas operadoras estão migrando para o sistema americano ATSC e outras, para o sistema europeu DVB-C.

Além disso, há espectro suficiente (no cabo, é claro) e a migração dos sistemas pode ser feita paulatinamente, de acordo com as necessidades dos assinantes, que em geral, gozam de uma situação econômica confortável.
 
Em sistemas abertos, têm-se uma pálida idéia das  necessidades e recursos dos beneficiários.

O "Contrato de Serviço" não existe. Existe algo que, no meu entendimento, pode ser chamado de "Acordo Tácito", "Contrato Público" ou "Contrato Social" .

Quando um cidadão compra um receptor de TV aberta, existe apenas a boa-fé em um serviço mantido "por tradição". Essa tradição, em outras palavras, é o padrão "PAL-M".

Devido a esta "singularidade" da TV aberta, a introdução de um novo padrão de TV deve ser suficientemente lento de modo que a adoção pública ocorra sem choques e sem risco de quebra de contrato social.

Dez anos é pouco tempo para o desligamento do serviço analógico.

O desenvolvimento e o tempo de uso de um padrão de TV aberta deve ser planificado pelos governos e não pela inciativa privada.

Como sabemos, o "tempo de transição natural" de padrões de TV aberta pode ser realmente muito longo (por tradição, em torno de 20 anos).

Há uma crença generalizada de que o Conversor Digital-Analógico poderá ser a "ponte segura" para acelerar a transição dos sistemas de TV aberta.

O custo inicial deste conversor é alto e só poderá ser alcançado pelas classes sociais mais privilegiadas.

Aí temos um problema. Esta pequena faixa da população brasileira já dispõe de serviços digitais de televisão, quer via satélite, cabo ou via telefonia em banda larga. Qual seria o interesse delas em instalar mais um conversor e mais uma antena sobre suas casas?

Será muito difícil atingir a esperada escala de produção industrial, a fim de reduzir os custos do conversor e torná-lo acessível as classes sociais de base.

A recepção móvel, outro "trunfo" do sistema nipo-brasileiro é uma incógnita. Televisores de bolso existem há decadas e nunca foram sucesso de audiência. Seria preciso criar uma programação adequada para esse novo meio.

Uma estratégia interessante para tornar o conversor mais "popular" é permitir que este também decodifique dados através da atual infra-estrutura de televisão analógica.

Para tanto é preciso "digitalizar" o sistema PAL-M em todo o território nacional. Esta é uma tarefa possível e de baixo custo.

Poderemos promover a cultura digital e criar uma sólida base de conversores, aptos a decodificação do sistema dPAL-M e, quando ocorrer o início das transmissões totalmente digitais no padrão ISDB-T, em cada cidade brasileira haverá uma "platéia" considerável pronta para recebê-las.

Está na Rede:

A interatividade da TV digital
por Renato Cruz, Seção: Internet, Televisão às 17:30:58.

http://blog.estadao.com.br/blog/cruz/

 



Escrito por Jonas às 06h39
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O ESPINHOSO CAMINHO DA MANUTENÇÃO.

Vivemos a era das maravilhas!

A luz elétrica é (quase) um bem democratizado, informação dá a volta ao mundo num lapso de segundo, aviões  cruzam o espaço aéreo em velocidades supersônicas, programas de computadores imitam o raciocínio humano, dinheiro eletrônico substitui o papel...

Essas maravilhas são máquinas. Máquinas quebram.

Tal como em todas as áreas, as máquinas evoluiram, tornaram-se mais robustas, quebram menos. Mas continuam quebrando.

Quando as máquinas quebram, vem o dilema: consertar ou substituir?

O problema da manutenção é enfrentado dia-a-dia, tanto para quem busca, como para quem presta este tipo de serviço.

Se uma lâmpada queima, a resposta é fácil. Mas, se a máquina é uma usina atômica?

O julgamento pela manutenção pode se transformar num calvário.

As técnicas de manutenção evoluiram. A mais conhecida é aquela que acontece depois da quebra, a manutenção corretiva. A mais avançada é a que acontece antes da quebra, a manutenção preditiva.

As técnicas de manutenção mais avançadas foram desenvolvidas nas atividades aeroespaciais, civis e militares.

Para facilitar o manutenção preditiva, criou-se um instrumento chamado horímetro. Os horímetros acumulam as horas trabalhadas por uma certa máquina. Alguns eletrodomésticos "avançados" já dispõem desse recurso.

Além de horímetros, há dispositivos que indicam as horas de maior e menor esforço (estresse) das máquinas, falhas temporárias, contornáveis ou catastróficas. A "caixa preta" das aeronaves é melhor exemplo disso.

As caixa pretas, embora de cor laranja, registram tais acontecimentos e ajudam a entender as causas das falhas e evitar que elas se repitam.

Pedras no Caminho do Consumidor

Vivemos dois mundos: o ideal e o real. O ideal está no primeiro parágrafo desse artigo. O real é apresentado abaixo.

Serviços Autorizados

A garantia de serviço autorizado é uma garantia que não garante nada.
Há inúmeros relatos de clientes insatisfeitos com tais serviços. Quando vence a garantia de certo produto, a maioria dos clintes fogem para as oficinas independentes.

Desculpem-me os fabricantes, mas quem deveria autorizar um serviço é o cliente. Se conheço um  técnico competente, ao qual deposito minha confiança, é a ele deveria ser entregue toda a informação e material técnico necessário para o conserto de minha máquina. E o risco decorrente de tal decisão recairia sobre às minhas costas.

Travas Lógicas, Códigos Fechados e Outras Exclusividades.

Os microcontroladores estão presentes em quase todas as máquinas modernas. Tais "micros" contém dispositivos que não permitem a clonagem, a fim de proteger os direitos autorais do produtor.

Desta maneira, quando se compra algum produto com tais dispositivos, quer sejam doméstico ou profissional, o proprietário da máquina deixa de ser "cliente" e passa ser "escravo" do produtor.

Ao produtor deve ser dado o direito da propriedade intelectual, mas se um terremoto destruir a sua fábrica, os consumidores devem ser penalizados por isso?

Países avançados como os EUA, resolveram este problema de uma forma muito simples: cada produtor nomeia uma "segunda fonte", a qual funciona como uma alternativa de suprimento, para produção ou manutenção das máquinas colocadas no mercado.

Para terminar esse artigo tão grave, termino com um lema descontraído:

"Oficina do Telê - Autorizada por Você!"



Escrito por Jonas às 06h38
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