O ESPINHOSO CAMINHO DA MANUTENÇÃO.
Vivemos a era das maravilhas!
A luz elétrica é (quase) um bem democratizado, informação dá a volta ao mundo num lapso de segundo, aviões cruzam o espaço aéreo em velocidades supersônicas, programas de computadores imitam o raciocínio humano, dinheiro eletrônico substitui o papel...
Essas maravilhas são máquinas. Máquinas quebram.
Tal como em todas as áreas, as máquinas evoluiram, tornaram-se mais robustas, quebram menos. Mas continuam quebrando.
Quando as máquinas quebram, vem o dilema: consertar ou substituir?
O problema da manutenção é enfrentado dia-a-dia, tanto para quem busca, como para quem presta este tipo de serviço.
Se uma lâmpada queima, a resposta é fácil. Mas, se a máquina é uma usina atômica?
O julgamento pela manutenção pode se transformar num calvário.
As técnicas de manutenção evoluiram. A mais conhecida é aquela que acontece depois da quebra, a manutenção corretiva. A mais avançada é a que acontece antes da quebra, a manutenção preditiva.
As técnicas de manutenção mais avançadas foram desenvolvidas nas atividades aeroespaciais, civis e militares.
Para facilitar o manutenção preditiva, criou-se um instrumento chamado horímetro. Os horímetros acumulam as horas trabalhadas por uma certa máquina. Alguns eletrodomésticos "avançados" já dispõem desse recurso.
Além de horímetros, há dispositivos que indicam as horas de maior e menor esforço (estresse) das máquinas, falhas temporárias, contornáveis ou catastróficas. A "caixa preta" das aeronaves é melhor exemplo disso.
As caixa pretas, embora de cor laranja, registram tais acontecimentos e ajudam a entender as causas das falhas e evitar que elas se repitam.
Pedras no Caminho do Consumidor
Vivemos dois mundos: o ideal e o real. O ideal está no primeiro parágrafo desse artigo. O real é apresentado abaixo.
Serviços Autorizados
A garantia de serviço autorizado é uma garantia que não garante nada. Há inúmeros relatos de clientes insatisfeitos com tais serviços. Quando vence a garantia de certo produto, a maioria dos clintes fogem para as oficinas independentes.
Desculpem-me os fabricantes, mas quem deveria autorizar um serviço é o cliente. Se conheço um técnico competente, ao qual deposito minha confiança, é a ele deveria ser entregue toda a informação e material técnico necessário para o conserto de minha máquina. E o risco decorrente de tal decisão recairia sobre às minhas costas.
Travas Lógicas, Códigos Fechados e Outras Exclusividades.
Os microcontroladores estão presentes em quase todas as máquinas modernas. Tais "micros" contém dispositivos que não permitem a clonagem, a fim de proteger os direitos autorais do produtor.
Desta maneira, quando se compra algum produto com tais dispositivos, quer sejam doméstico ou profissional, o proprietário da máquina deixa de ser "cliente" e passa ser "escravo" do produtor.
Ao produtor deve ser dado o direito da propriedade intelectual, mas se um terremoto destruir a sua fábrica, os consumidores devem ser penalizados por isso?
Países avançados como os EUA, resolveram este problema de uma forma muito simples: cada produtor nomeia uma "segunda fonte", a qual funciona como uma alternativa de suprimento, para produção ou manutenção das máquinas colocadas no mercado.
Para terminar esse artigo tão grave, termino com um lema descontraído:
"Oficina do Telê - Autorizada por Você!"
Escrito por Jonas às 06h38
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