Meio, Cálculo e Mensagem
Ao longo de sua história, a humanidade vem se desenvolvendo através dos mais diversos meios de comunicação.
O início história, propriamente dita, só é reconhecido com o advento da escrita. Há quem diga que já chegamos ao fim da história. Mas, afinal, nos tornamos "felizes para sempre" ?
Toda a forma de comunicação é feita através de símbolos "transportados" por algum meio. Os especialistas na decodificação (interpretação) dos símbolos são os semiólogos. Ou, modernamente, os engenheiros e analistas de sistemas...
Só para ilustrar, a humanidade já usou de tudo para se comunicar: pinturas rupestres, iconografia, tambores, fumaça, espelhos, etc. A voz continua em alta, embora dependa de tradução e interpretação.
Os insetos se comunicam por tato e aromas. Os franceses desenvolveram perfumes para todas as ocasiões. Os alemães, os florais de Bach, para quase todos os males.
O cinema mudo usava a mímica. Chaplin, o Carlitos, relutou em usar a trilha de voz, pois sabia que por ela, a sétima arte deixaria de ser universal.
Em paralelo, desenvolveu-se variados meios de contagem. Os mais antigos, talvez, as marcas em ossos de animais e os sacos de pedras (calculos). Hoje, computadores digitais.
Vivemos a era da convergência. Informação e cálculo são enfeixados pela "telemática". Quase tudo é digitalizado. Digitalizar é transformar símbolos em números (que também são símbolos que representam quantidade).
Acho que chegamos ao ápice da estocástica ou estoicismo. Em outras palavras, frieza. Quase tudo é regido pela estatística. Governos e seguradoras não vivem sem ela. As comunicações digitais usam e abusam da estatística para compactação das mensagens. Nem a física escapou: esta ciência deixou de ser "determinística" para ser "probabilística".
Mas, voltemos aos meios.
Com o advento da "telemática", a produção de informações (uteis ou não) inflacionou-se absurdamente. Novos meios foram pesquisados para o transporte dessas informações.
Atualmente, as linhas telefônicas discadas não mais dão conta dessa tarefa. Buscam-se novos meios de transportes de mensagens. Vamos à eles.
Banda Larga sobre Linha Discada.
Funcionam bem em dias de sol. Quando chove, a velocidade de transmissão cai vertiginosamente. Vaza radiação e interfere em outros meios de radio comunicação. Uma gambiarra que deve desaparecer.
Stratellite - Zepelin Estratosférico
Concorrente do satélite, confina uma faixa do espectro de rádio em uma área rural ou urbana restritas. Pode ter algum futuro.
Comunicação em Banda Larga via Rede Elétrica.
Outra gambiarra. Haja Interferência! Não terá chances de sucesso num ambiente de compatibilidade eletromagnética civilizado.
Comunicação em Banda Larga via Rede Pública de Gás.
Essa novidade vem da Inglaterra. Você seria capaz investir nesse negócio?
Comunicação via rede de esgotos.
Dilbert, personagem dos quadrinhos e satirizador da vida empresarial, está muito interessado nesse novo ramo de negócios.
Comunicação via TV a cabo.
Proposta consistente. A informação é envelopada em um cabo coaxial, capaz detransportar informações em amplo espectro, de forma segura e econômica.
Comunicação via Fibra Óptica.
Concebida nos Laboratórios da Bell Telephone (sempre a Bell...) nos anos 1970, ainda vive um período de "transição de tecnologias". O "gargalo" desse sistema é a inferface "vidro-metal", ou seja, a transformação de dados gerados eletricamente no cobre em dados luminosos gerados no vidro. E vice-versa.
A implantação da fibra vem ocorrendo paulatinamente. Começou ligando centrais telefônicas. Já opera em conjunto com redes de microondas em todo o território nacional. Está substituindo os cabos submarinos metálicos. Espero que um dia ela chegue à sua casa.
A fibra é segura. Ninguém corre o risco de levar choque em dias de tempestades. A fibra não vaza informações. A fibra é campeã de velocidade de transporte de dados.
Este ano, o Brasil comemora os trinta anos de desenvolvimento de sua própria fibra. Uma proeza da Unicamp e CPqD.
Parabéns aos conterrâneos pela corajosa façanha.
O hoje os dias são tristes. Todo risco é calculado. Parafraseando Renato Russo:
"Quem roubou nossa coragem?"
Para saber mais:
Fibra óptica brasileira faz 30 anos
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=7180
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/maio2007/ju359pag6-7.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fibra_%C3%B3ptica
Escrito por Jonas às 09h08
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