Física: Estranhas Coincidências.
Há de se suspeitar, por parte dos pacientes leitores do blog SBTVD PAL-M, das altas capacidades matemáticas de seu autor.
Ledo engano!
À despeito da dedicação de meus queridos mestres, Matemática e Química foram os principais pesadelos da minha curta carreira estudantil.
O que me levou a dispender um certo esforço em digerir a Matemática (nunca fui um aluno tão aplicado) foi o imenso amor que tenho pela física. Em outras palavras, a natureza e seus mistérios.
A falta de tais atributos, não me credenciam para tratar dos temas desta semana. Mas me sobra a imaginação e a ilação, que me permitem certas associações (perigosas?) sobre as coisas que vi durante a minha curta existência terrestre. Vamos a elas.
Nem sempre a razão e intuição humanas são suficientes para progredir nos inúmeros campos do conhecimento. A filosofia foi fator de avanço e (muito) atraso nas pesquisas dos mistérios da natureza.
Mas, a busca pelo conhecimento tem seus paradoxos: por que aceitar algo que não entendemos, se a busca do conhecimento é exatamente para alcançarmos o entendimento das coisas?
Física Clássica e Física Moderna.
A física classica é como uma obra muito demorada, seus conceitos vem se encaixando e se empilhando, ao longo de séculos de observação da natureza, visível e palpável.
Se fosse possível visualizar o "edifício clássico", este seria parecido com um pirâmide: um "edifício" de bases largas.
Ao contrário acontece com a física moderna. Este "novo edifício" não tem semelhança com o "velho": é altíssimo, porém apoiado apenas em dois pilares.
Um dos pilares é a célebre experiência de Michelson e Morley: através de um interferômetro de ondas luminosas e o movimento de translação da terra, chega-se à conclusão que a velocidade da luz não varia, quando a terra "se aproxima" do sol e quando distancia-se dele.
Einstein criou toda uma nova teoria, baseado apenas neste experimento: "Se a velocidade da luz não varia, logo variam o espaço e o tempo"...
Nasce a teoria da relatividade e detona as idéias dos fundamentos clássicos, absolutos para o espaço e tempo.
Outro pilar é o experimento de Max Planck. Nele, Planck constata que a emissão de energia de um corpo metálico (corpo negro) aquecido não responde diretamente à térmica energia aplicada: o aquecimento é aplicado "sobe em rampa", a resposta de energia emitida "sobe em degraus".
(Estranha coincidência: algo parecido acontece nos testes de histerese magnética: as linhas de indução magnética não respondem proporcionalmente ao campo magnético aplicado ao material em teste).
Nasce a física quântica, na qual a ordem causa-efeito, unipresença no espaço e tempo, nem sempre são respeitados...
De qualquer maneira, a física quântica vem dando muitos frutos: foto-células, televisão, transistor, computador...
(Estranhas também são as semelhanças das curvas de Planck no corpo negro, de Niels Bohr, ao "perscrutar as entranhas" dos átomos através de ondas luminosas, dos circuitos elétricos ressonantes, além das curvas de distribuição estatísticas...).
De qualquer maneira, pensamento pragmático nos deixa uma lição:
Teoria é quando nada funciona, mas todo mundo sabe porquê. Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe porquê...
Ao contrário do que parece, tais conceitos ainda soam "revolucionários", de modo que são postos à prova até hoje.
No início dos anos 60, os americanos testaram dois relógios atômicos: um em terra firme e outro à bordo de um avião comercial, que circulou a terra várias vezes num ano.
Terminados os testes, os relógios formam comparadados e indicaram uma diferença. Poderia o movimento "geo-circular" do avião ter interferido ao movimento das órbitas dos elétrons das substâncias atômicas do relógio?
A NASA enviou satélites para comprovar os testes de Michelson e Morley no espaço sideral. Aguardamos resultados...
Seriam as ondas superluminiais, que caminham acima da velocidade da luz, "um racha" na física moderna?
Dentro de minha obscura ignorância, pergunto: Os testes de interferência luminosa não poderiam ser transpostos para o domínio da acústica (utra-som), na qual as velocidades e tempos são mais fáceis de serem aferidos?
Quanto ao experimento de Planck, há de se considerar que o "corpo negro" tem de ser "perfeito". Um corpo desses pode ser modelado em um super-computador, algo que os físicos da época não dispunham, de modo que os resultados poderiam ser comprovados matematicamente. Ou não?
Isaac Newton, célebre cientista da física clássica, terminou seus dias a serviço de Sua Majestade, reformando o sistema monetário britânico.
Físicos modernos, de formação fortemente estatística, são aproveitados pelos bancos para trabalhar em cálculos de risco em seguros.
Estranhas coincidências...
Escrito por Jonas às 09h12
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