MEDIDAS SEM NOÇÃO - Parte I
Admiro os dicionaristas, pessoas capazes de levar o entendimento de certas palavras através de sinônimos, ou de claras explicações, à quem os consultam.
Esta semana, o Blog SBTVD PAL-M vem tratar das grandezas e medidas.
A primeira dificuldade de quem lida com as medidas, é definir o que é "grandeza".
Grandeza não é uma coisa grande. É simplesmente alguma coisa (um "ente") que pode ser medida(o).
Isso soa como escapismo. Mas é assim acontece com a maioria das coisas que o homem define.
No campo emocional, não há unidades definidas para amor, saudade ou ódio. Essas grandezas ainda não foram digitalizadas (graças à Deus!). Pertencem ao mundo límbico ou sub-analógico.
Os artistas, especialistas em sentidos ocultos, lidam bem com elas.
Voltemos às grandezas fundamentais: espaço, massa e tempo. Todas as outras grandezas (força, temperatura, etc.) são derivadas das grandezas fundamentais.
Embora difícil de definir, o espaço é uma grandeza fácil de ser percebida: uma criança descobre-a ao dar os seus primeiros passos.
Massa é quantidade de matéria. Pode ser percebida ao levantar-se um objeto, ou através da trombada entre dois corpos.
A massa é confundida com peso. Na terra você pode "pesar" 80 kg; na Lua você "pesará" 2 Kg, sem ganhar ou perder uma gota de massa. No entanto, uma trombada na Lua pode fazer o mesmo estrago que faz na Terra.
O tempo é outra encrenca: apesar de ser conhecido como uma grandeza fundamental, não tem uma definição consistente; é conhecido pela física como um "conceito primitivo". (Até hoje não entendi bem o que é isso).
Nada é mais misterioso que o tempo: tudo depende dele para existir. O tempo é medido por intervalos de tempo (escapismo de novo), nomalmente associado ao movimento de pêndulos ou vibrações atômicas.
Para evitar maiores frustrações, dou minha modesta contribuição:
"Tempo é aquilo que se perde quando se tenta definí-lo."
ESPAÇOS LINEARES
Metro, Centímetro (Jarda, Polegada).
As duas primeiras unidades pertencem ao Sistema Internacional de Medidas.
(As unidades de medidas entre parêntesis pertencem ao Sistema Imperial, de modo que podemos concluir que o Sistema Internacional não é "tão internacional" quanto possa parecer).
O Sistema Internacional, também conhecido como Giorgi, vem ganhando "adeptos" desde a Revolução Francesa. É baseado nas constantes do Planeta Terra, também é mais adequado para o manuseio da física em todos os seus setores.
O Sistema Imperial vem evoluindo desde a Grécia Antiga, difundiu-se através Romanos e Britânicos. É baseado nas dimensões do corpo humano. ("Homem, medida de tudo.")
O espaço em que vivemos tem três dimensões: comprimento, largura e altura.
A grandeza espacial mais simples é expresa através de uma medida linear, o metro; com ela define-se a distância entre dois pontos.
(Os juízes de Football Association ainda usam jardas para a marcação de distância das faltas?)
Em nosso dia-a-dia, usamos metro (inicialmente, uma fração das dez mil partes entre o perímetro do equador ao polo norte). Seu múltiplo: quilômetro. Seus submúltiplos: decímetro, centímetro e milímetro.
Os estudiosos do microcosmos usam o mícron (a milionésima parte de um metro) e o nanometro (a bilionésima parte do metro).
Os exploradores do macrocosmos usam a UA - unidade astronômica (a distância entre a Terra e o Sol) ou o ano-luz.
Algumas pessoas indicam a distância entre duas localidades através do tempo gasto na viagem (a pé, à cavalo, ônibus ou avião).
Com a astronomia não é diferente: tome um foguete capaz de voar à velocidade de 300.000 km por segundo e viaje nele durante um ano. Essa distância é o "ano-luz".
A distância da Terra e a estrela mais próxima (Alfa-Centauri) é de dois mil anos-luz. Logo, para alcançá-la, precisaremos dois mil anos de viagem com a nave citada.
Infelizmente, nossas naves ainda são muito lentas: voam à apenas 11 kilometros por segundo. Para chegar à lua, gasta-se uma semana. Para chegar a Alfa-Centauri com as nossas naves atuais, gastaríamos mais de 54 mil anos.
(Como acreditar em naves extra-solares? Estamos muito atrasados em tecnologia de transportes?).
O trânsito de nossas cidades é horroroso. No horário de "rush", anda a 5 km por hora.
Felizmente, já podemos transportar dados, imagens e sons à velocidade da luz (ou acima dela, através de ondas superluminiais).
Desta maneira, podemos trabalhar em casa, com o auxílio de computadores e redes de comunicação em banda larga. Grande economia de trabalho inútil, tempo e combustível!
Quem sabe, algum dia, nossas transmissões do passado poderão bater em alguma "camada repetidora espacial" e voltar à Terra. Poderemos rever o início da TV sem o uso de video-tape!
Radioamadores do meio do século passado realizavam comunicações via reflexão lunar, bem antes do lançamento do satélite Telstar.
Nossa viagem metrológica está apenas começando. Espero que gostem.
Semana que vem tem mais, se Deus quiser.
Escrito por Jonas às 10h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|