TVD: Relatório de Recepção
Quinze dias após o início das transmissões da TV digital na Capital de S. Paulo, encontramos na rede os primeiros relatos de reçepção.
A Universidade Mackenzie ainda aguarda a aprovação de um contrato de financiamento público, para construção de uma unidade de recepção móvel. O objetivo é avaliar a qualidade da recepção da TVD em toda a região metropolitana. (As emissoras fazem seus próprios estudos, mas não publicam).
Em 2005, o Mackenzie fez um estudo sobre a qualidade de sinal da TV analógia na Capital Paulista.
Embora a cobertura de sinal (intensidade elétrica) foi considerada "boa", a qualidade da imagem em 56% das localidades analisadas receberam o grau 3 de qualidade, numa escala de zero a cinco, de acordo com normas internacionais reconhecidas. Fantasmas e interferências pesaram no resultado.
A empresa Philips publicou esta semana um relatório de análise de 103 pontos de recepção na Grande S.Paulo. Apenas 35% das localidades apresentaram resultado bom. Nos demais, problemas diversos.
A TV digital apresenta problemas diferentes aos tradicionais da TV analógica. As falhas de transmissão provocam problemas de "granulação", perda de animação e voz e o "efeito despenhadeiro", quando a imagem desmorona como um castelo de dominós.
A solução para este problema é a aplicação de transmissores auxiliares.
Outra saída é receber a imagem (de baixa resolução) através das repetidoras do serviço móvel.
A solução via transmissores auxiliares vai depender de grandes investimentos das emissoras de TV, mas no momento estão priorizando a implantação do serviço em todas as Capitais dos Estados.
A implantação de repetidoras de serviço móvel vai depender da adesão das operadoras de telefonia celular. De graça, dificilmente isso vai acontecer... se houver uma parceria entre as emissoras e operadoras, este serviço estaria disponível no futuro.
A imagem móvel de "baixa definição" não é tão ruim quanto possa parecer. Ela é "excelente" em telas de até 5 polegadas e "boa" em telas de até 14 polegadas. Algo parecido com o padrão de qualidade dos tocadores de videocassette.
A última alternativa para os "órfãos da alta definição" é a velha Banda C, transmissão de TV via satélite via Embratel. A Band e Rede TV! já disponibilizaram este sinal para todo o Brasil.
Por último, os canais de VHF da "parte baixa" (canais de TV 2 a 6) são inadequados para TV digital. Mas são viáveis para TV analógica ou híbrida. O alcance desses sinais podem chegar até 100 km de raio.
Talvez possam continuar funcionando após o "apagão analógico" como último reduto de TV para os pobrezinhos.
O sistema dPAL-M poderia sustentar economicamente esse serviço.
Leitura Complementar
Gráfico Comparativo da Qualidade de Imagem http://negrjp.fotoblog.uol.com.br/photo20071215120845.html
TV móvel: Recordes de Velocidade http://sbtvd.anadigi.zip.net/arch2006-05-14_2006-05-20.html
Novela Digital http://sbtvd.anadigi.zip.net/arch2005-10-09_2005-10-15.html
Escrito por Jonas às 09h09
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