Uma Língua Universal
Vez ou outra, bato na tecla carcomida pela repetição: o valor ambíguo das normas e padrões.
O valor de um padrão só é verdadeiro se for único.
Se há mais de um padrão para uma certa utilização, na prática não temos padrão nenhum.
Um exemplo real (da falta de padrão) são as "borrachinhas" (reparos) das torneiras.
Muito antigamente (e bota antigamente nisso...) quando uma torneira começava vazar, bastava dar um pulo ao depósito de materiais e pedir um único reparo novo, facilmente substituível. E o problema era resolvido.
Os tempos são outros. Em nome da "evolução do design", cada fabricante de torneiras produz vários reparos diferentes. Desta maneira, o depósito de materiais precisa ter uma imensa coleção de modelos em estoque. E, muito provavelmente, não ter aquele que você precisa...
Atualmente, para resolver um problema de vazamento de torneiras, o consumidor tem duas alternativas: - Fechar o registro da casa, desmontar a torneira, remover o reparo para servir de modelo de busca, interditar a área residencial afetada até encontrar o reparo equivalente, ou:
- Comprar uma torneira nova, provavelmente, projetada em mais um "padrão inédito"...
Não é justo que uma torneira usada se torne um lixo anti-ecológico em tão pouco tempo!
A justificativa dos fabricantes pela política adotada, é que padrões "engessam" a criatividade dos designers.
Ok, aceitemos o argumento.
Mas isso não impede que cada projeto desenvolvido possa ter uma certidão "NBR" (Norma Brasileira). E que um folheto que acompanhe cada torneira, com o desenho e número do reparo, a fim de facilitar vida de quem vai enfrentar o inevitável problema de vazamentos futuros.
Parece que a luta pela simplificação da vida dos consumidores tornou-se uma batalha perdida.
O caso da "borrachinha" é apenas uma gota no oceano das incompatibilidades da vida moderna, em todos os setores possíveis e imagináveis.
Mas os produtores não são bobos, e sabem muito bem o valor da padronização.
Um exemplo real?
O código de barras. Único e universal, com registro geral nos EUA. Cada bem produzido recebe um registro único. Esse código facilita a produção, transporte, estocagem e inventário físico.
O código de barras é a primeira "linguagem universal prática". Está na caixa do sabão em pó, no boleto bancário, na conta de luz, em "containers" e vagões de trens.
O "espírito" de quem criou esse sistema poderia estar presente em todos os produtores de bens e prestadores de serviços em geral.
O nome desse "espírito" é "KISS" (beijo, em inglês):
Keep It Simple, Stupid! (Simplifique, estúpido!).
Embora mau-educado, este lema resume bem a indignação de quem se vê envolvido nessa "torre de babel" moderna. O mundo está cada vez mais complicado...
Tudo o que se pode fazer para simplificar a vida ainda é pouco...
Complicar é fácil, simplificar é difícil.
Simplifique, não complique!
Aos queridos leitores do blog SBTVD PAL-M, nossos votos de um feliz ano novo!
Para saber mais:
Código de barras http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=258
Como funcionam os códigos de barras UPC http://eletronicos.hsw.uol.com.br/codigos-de-barras-upc.htm
Dígito verificador - Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADgito_verificador
Está na Rede:
A quantidade de acidentes rodoviários deste fim-de-ano é impressionante.
Recomendamos a leitura do artigo do SBTVD PAL-M:
Um Velocímetro Diferente
http://negrjp.fotoblog.uol.com.br/photo20071229162402.html
http://sbtvd.anadigi.zip.net/arch2006-07-16_2006-07-22.html
Escrito por Jonas às 17h15
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