Controvérsias Eco-Chatas.
(Mais um Link foi encontrado)
O efeito estufa, suposto fenômeno responsável pelo suposto aquecimento global, é um assunto que vem sendo exaustivamente debatido nos centros acadêmicos e nos meios de comunicação.
A cínica abertura do artigo do blog SBTVD PAL-M é apenas uma provocação.
Quando há suspeita de que algum agente físico ou químico, mesmo que mal caracterizado, possa prejudicar nossas vidas, medidas preventivas são plenamente justificadas.
Vou dar um exemplo em minha área. Suspeitava-se que o campo magnético dispersado pelos circuitos defletores dos tubos de imagens poderia ser prejudicial à saúde dos operadores de computadores.
Como o tempo para comprovar essas pesquisas médicas seria mais longo que o desenvolvimento da tecnologia informática, resolveu-se aplicar blindagens contra essas dispersões em todos os monitores de computadores fabricados no mundo.
Até agora não ficou provado se as dispersões são maléficas ou não.
Nesse ínterim, o monitor de tubo de raios catódicos vem saindo de cena em favor do monitor de cristal líquido, livre desse fenômeno.
Não sei se as pesquisas médicas continuam, mas gastou-se milhões de dólares com a fabricação de blindagens contra dispersões.
Agora, vamos ter problemas com as radiações dos telefones 3-G...
Voltando à pauta...
Para melhor entender a questão do efeito estufa, num mundo confuso como o nosso, faço um apanhado de "fatos", presenciados em minha curta existência terrena, pertinentes ou não ao escopo desse artigo.
Alguém já disse: "a verdade é o peixe, a mentira o mar". É muito difícil "fisgar" a verdade num oceano de "fatos" conflitantes.
Em nome do "combate ao efeito estufa", a agro-indústria ganha um impulso notável com as promessas dos biocomustíveis. A ONU incentiva o (cartão de) crédito de carbono.
Usar um carro de combustível flexível (na opinião do articulista, apenas uma gambiarra) tornou-se políticamente correto.
Até a perigosa indústria da energia nuclear torna-se uma "alternativa viável" para ajudar a combater o nefasto efeito térmico.
Mas, uma ducha de água fria caiu sobre os partidários do bio-combustível. Deu na imprensa essa semana: a própria ONU diz que biocombustível é crime contra a humanidade.
A questão dos biocombustíveis envolve dois ramos da ciência de grande afinidade: a química e a biologia. Por sua vez, a química (que já foi alquimia) se dividide em dois grandes grupos: inorgânica e orgânica.
A química orgânica, que trata dos compostos à base de carbono, os hidrocarbonetos, não é tão "antiga" como se imagina. Cientistas do passado acreditavam que reações "orgânicas" só poderiam acontecer dentro de "organismos vivos".
Isso mudou quando conseguiram, pela primeira vez, a síntese da Uréia em um laboratório "estéril".
Desde então, uma infinidade de substâncias de "origem orgânica" vem sendo criadas em laboratórios e reproduzidas pela indústria química: fibras texteis, tintas, materiais plásticos, medicamentos, etc.
Mas, e quanto os alimentos? Até agora, tudo que o homem conseguiu "reproduzir em laboratório" foi a síntese alguns compostos cristalinos. Talvez o produto sintético mais famoso seja o ácido ascórbico, a vitamina C, que pode ser obtida em frutas cítricas ou na farmácia da esquina.
Quase todos os alimentos consumidos pelo homem (exceto o ar, a água e sais minerais) são obtidos através de seres vivos: plantas, fungos e animais.
Nenhum "alimento" de fato, até agora, pôde ser "fabricado" sem a participação de processos vitais. Se o homem deseja comer, ainda precisa plantar, cultivar, caçar e pescar...
Muito bem, é sabido de longa data que os estoques de alimentos produzidos pelo humanidade vem diminuindo com o aumento da população humana. Já se armazenou alimentos para mais um ano, agora, apenas alguns meses. O Reverendo Malthus denunciou esse problema há quase dois séculos.
De fato, nesse período, a América e Oceania foram colonizadas, as técnicas agrícolas evoluiram, mas a população mundial cresceu vertiginosamente. Espaço conquistado, espaço ocupado... Malthus volta a atacar...
Bem, a questão agora é que são as máquinas (carros, ônibus, trens,navios e aviões) que vão disputar com o homem os frutos da produção agrícola. A lei da oferta-e-procura vai aumentar o preço dos alimentos.
O Brasil produz alcool combustível à partir da cana-de-açúcar. Os Estados Unidos, através do milho, a Rússia pela madeira e o resto da Europa estuda produzir alcool através do trigo. O pão-nosso-de cada-dia poderá ter outro destino...
O problema do combate à fome no mundo é coisa antiga. Quem não se lembra dos anos de vacas gordas e magras no Egito?
Mas, no final dos anos 1960 o mundo surpreendia-se com notícias vindas da França.
A França, mundialmente conhecida pela sua requintada culinária, pesquisava a produção de alimentos à partir do petróleo.
O projeto francês ficou conhecido como "bife de petróleo".
Teríamos finalmente a síntese de alimentos dentro dos laboratórios?
(Os humoristas de plantão não perdoaram: Um cientista brasileiro, incorporado por Ronald Golias, torna-se uma celebridade pela criação do jabá sintético).
Nada de milagroso estava sendo buscado. A química orgânica, com uma mãozinha da biologia, fariam culturas de leveduras em meio a certas "parafinas" derivadas do petróleo.
A idéia era a de alimentar esses fungos com petróleo. Quando os danadinhos estivessem bem gordos, seriam utilizados como ingredientes de produtos alimentícios.
As pesquisas francesas sofreram um golpe mortal: no início dos anos 1970 ocorre o primeiro choque do petróleo. O preço desses hidrocarbonetos vão às alturas e, desde então, nunca mais voltaram ao custo original.
Produzir alimentos a partir do petróleo tornou-se economicamente inviável. O projeto do bife de petroléo fracassou.
Desde os anos 1950, tentam-se "recriar" as condições do mundo que deram a origem à vida. O DNA foi descoberto nessa década. Se o homem pudesse produzir vida, o problema dos alimentos e a fome mundial estariam resolvidos.
A origem da vida foi brilhantemente teorizada por A. Oparin.
Nos anos 1950, cientistas tentaram "recriar" a vida em tubos de ensaios.
Laboratórios providos de estufas de gás amônia, vapores de água, pressão e temperaturas controladas, sopa de macromoléculas, geradores de descargas elétricas, nada fizeram além de um belo espetáculo pirotécnico.
Alguns cientistas argumentam que o tempo de reação da "síntese da vida" é demasiadamente longo para ser recriado em um laboratório.
Por enquanto, apenas vida gera vida. A vida, bem mais precioso do universo, ainda é apenas um milagre.
Cuidemos bem dela...
Fontes Bibliográficas
Sei de uma revista "Petroleo" da Petrobrás (1975) que diz alguma coisa a respeito.
Encontrei nos Arquivos da Folha um artigo de Arthur C. Clarke sobre o "bife sintético" e sobre a Internet .
2001: UMA ODISSEIA DA TERRA
Publicado na Folha de S.Paulo, segunda-feira, 17 de janeiro de 1972
clica!
http://almanaque.folha.uol.com.br/ilustrada_17jan1972.htm
Outra informação da época, encontrada na rede é do Adoniram Barbosa
Titulo da Música: Jabá Sintético Artista: Adoniram Barbosa
Letra:Falado:
"vou falar com meu irmão,
Vou falar com meu irmão prá me levá pro bartolomeu guimarães
Pro bartolomeu me arranjá
Um pedaço de jabá sintético pra minha nêga
Minha nêga é teimosa,
Quando quer quer,
Bate o pé e diz que quer: 'e vai buscar zé'
Que ela quer jabá".
Foi minha nêga que ouviu
Falá na televisão
Que agora nóis vai ter
Jabá sintético
Vai ser bão
Ora se vai
Vai ser muito bom
Nóis não vai precisá
Mais de sal pra punhá no feijão
Já procurei este jabá
Em tudo os butequim
Eles ri na minha cara
Zombando de mim
Procurei no armazém
Lá também não tem
Tem de tudo as marca
Só sintético não tem
Pela minha nêga
Eu tudo faço
Vou falar com o bartolomeu guimarães
Pra ele me arranjá
Pelo menos um pedaço
Porque minha nêga vai ser mãe
Falado:
"minha nêga é teimosa,
Quando quer quer,
Diz que quer e bate o pé zé: 'vai buscar zé,
Eu quero jabá zé'".
Que é muito mais legal
Nota: Bartolomeu Guimarães, cientista brasileiro, interpretado por Ronald Golias.
Escrito por Jonas às 09h14
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