Limites Conceituais Nunca fui forte em matemática. Mas sei da sua inegável importância. Muitos dos queridos leitores do SBTVD PAL-M devem ter passado boa parte de sua vida escolar fazendo exercícios de álgebra. E é com ela que vamos fazer algumas considerações. Semelhança, Igualdade A semelhança pode ser percebida facilmente. Através de nossos sentidos, podemos notá-la nas formas, cores, aromas, sons, etc. No campo emocional, a busca pelas semelhanças parece uma tarefa impossível. Deixemos isso para os poetas... No campo racional, somos capazes de reconhecer as semelhanças através de comparações, ponderações, analogias, etc. Quanto à igualdade, o esforço para o seu entendimento é mais elevado. Acretido que a idéia de igualdade seja a mais poderosa abstração do ser humano. Ela está até em Nossa Constituição: Artigo 5o. "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza..." A idéia igualdade se aproxima a idéia de verdade, embora sejam coisas diferentes. A matemática é uma "Ciência Exata" e pode ser provada nos mínimos detalhes, de modo que esta ciência se confunde com a verdade ou é reconhecida como a sua melhor aproximação. A noção de igualdade é a base da álgebra e é uma ferramenta importante em várias áreas do conhecimento humano. Ao descrever um enunciado matemático, como por exemplo: " A mais um é igual a B" (ou A+1=B) Implicitamente, devemos aceitar que a frase é verdadeira. Caso contrário, o problema não poderia ser resolvido. No campo filosófico, somente nada pode ser (completamente) igual a nada. Cada "ser" é único e exclusivo. No campo numérico é feita uma concessão. Por exemplo: Um é igual a um (1=1). Na matemática, isso deve ser aceito como "verdade". Na filosofia, pode ser diferente. Se você quiser criar um pouco de caso, pode argumentar o número um da esquerda apareceu primeiro na frase, de modo que é "mais velho" que o número um da direita. Você também pode afirmar que o número um não pode estar nos dois lados da balança ao mesmo tempo. Afinal, o número um é "único". Na vida real, números representam quantidades. Um número isolado não representa absolutamente nada. O número um deve representar a quantidade de um "ente": um real, um boi, uma casa, uma fruta, etc. Logo, a idéia de igualdade entre quantidades também é conflitante, pois a quantidade envolve "indivíduos" que nunca são totalmente iguais. Na física existe a figura das "unidade de grandezas", tal como um metro, um kilograma, um segundo. Porém, tais unidades já passaram por revisões ao longo do tempo. O assunto parece não ter fim.
Olhando pelo lado prático, os números tem ajudado o homem solucionar seus problemas, em sua caminhada pela história. Há aqueles que até se atrevem a dizer: "Os números governam o mundo". Prefiro dizer: "Quem governa não abre mão dos números".
Escrito por Jonas às 19h18
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