Desbravadores da Quarta Onda Nunca fui bom em geografia; em história até que dava meus pulos (exceto na fixação de datas). Só mais velho, percebi que tais matérias tem relação direta, uma com a outra. Esta semana, o Blog SBTVD PAL-M vasculha os registros histórico-geográficos contidos nos porões de memória do seu titular. Freud é considerado o Pai da Informática, pois foi pioneiro ao tratar a memória humana com a objetividade científica. E é dessa fonte que brota o artigo da semana. Perdoem-me se ocorrerem distorções factológicas-temporais. Alvin e Heidi Toffler. O Casal Toffler são consultores, conduzem um centro de estudos avançados e autores do livro "Terceira Onda". Com a ajuda de minha memória e algumas observações pessoais, vou resumir a ópera. O aparecimento do homem na terra, de acordo com os antropólogos, é marcado por pequenos grupos nômades, em busca de alimento. Eram os humanos coletores e caçadores. A primeira onda se dá com a invenção da agricultura. Tal fato torna o homem cativo à sua terra, formam-se tribos (nações) e "territórios" (Estados). A população aumenta substancialmente e surge a necessidade de defesa do espaço e dos bens caçados e cultivados (capital). A primeira onda dá origem à especializações, tais como: lideranças territoriais (governos), espirituais (sacerdotes-médicos), lavradores, artesãos de cerâmica (classe trabalhadora) e guerreiros (exército). A segunda onda vem com a invenção do comércio. Como as "tribos" não conseguiam produzir tudo que necessitavam, surge a necessidade da troca de bens. Incialmente, escambo, depois... a invenção do dinheiro. A segunda onda deu origem à grandes centros de comércio e rotas de navegações. Mas, a maioria dos bens produzidos continuavam a sair a agricultura e das oficinas dos artesãos: tecidos, móveis, utensílios, etc. Aí vem a terceira onda. Um cara chamado James Watt criou um engenho de geração de energia mecânica abundante: a máquina de combustão externa, mais conhecida como máquina a vapor. Essa geringonça revolucionou a forma de produção de bens. A máquina a vapor permitiu construir navios velozes e confiáveis, trens, máquinas agrícolas. Tudo isso ampliou o alcance do comércio. O maior impacto da máquina de Watt deu-se na produção de tecidos. Teares movidos a vapor revolucionaram a forma de produção. Os teares domésticos foram abandonados e milhares de pessoas foram recrutadas para trabalharem em fábricas. No fim do século 19, Jacquard utilizava cartões perfurados para "programar" padrões de tecidos industriais. Até hoje, a indústria de tecelagem faz uso de tecnologia "refinada". A indústria (da terceira onda) fez uma simbiose com a agricultura (segunda onda) e deu origem a agro-indústria, graças a invenção da folha de flandres, a mesma que é usada na latinha da massa de tomates. Alvin iniciou as pesquisas no meio do século passado nos EUA, quando notou "sinais estranhos" brotando na Revolução Industrial. Percebeu-se que havia mais gente na administração que na produção. Mas havia um elemento novo no cenário industrial:"Cérebros Eletrônicos" (esse era o antigo nome do computador), usados na Segunda Guerra Mundial para decifrar códigos e calcular trajetória de foquetes, começavam a operar na admistração de governos, universidades e em grandes corporações. Essa máquina (com inteligência "embutida" na memória) é a maior a responsável pela destruição dos padrões de produção e administração da terceira onda. Elas estão cada vez mais velozes e baratas. Então, acho que estamos na transição da terceira para a quarta onda! O computador vem destruindo sistematicamente as formas tradicionais de produção e administração. O seu principal produto é o desemprego em massa. E à sobrecarga laboral, pelo acúmulo de tarefas entregues às pessoas que continuam empregadas. Modernamente, quase tudo que se inventa diz respeito à redução de custos e expansão de produção. Fazer mais com menos. É preciso que se invente empregos, a fim de compensar os estragos provocados pelo computadores. Neste cenário, surgem os desbravadores da quarta onda: vendedoras de cosméticos, animadores de festas, personal trainners, terapeutas à domicílio, tratadores de animais domésticos, psicólogos de cachorros, etc. A quarta onda está resgatando a figura de um trabalhador especial: o artesão. Com uma salutar simbiose entre a indústria e a arte, o artesanato vem produzindo infinidade de utensílios e mimos com acabamento artístico, associando as máquinas de controle numérico ao carinhoso do toque da mão humana. Principalmente, a feminina. Deixo aqui uma "canja" para uma federação de artesãos. Visitem os blogs,vocês vão gostar. http://www.elo7.com.br/desimoni/ http://www.elo7.com.br/index.do
Escrito por Jonas às 09h09
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