COMPUTADOR NÃO ERRA - (Uma questão de "DIN-DIN") Essa era uma frase muito ouvida no passado, quando essas misteriosas máquinas começaram fazer parte do quotidiano. Pela primeira vez na história, o homem criara uma geringonça infalível. A letra de uma cantiga, composta nos idos de 1970, atesta o fato. Eu quero me ver em 1996 Pois eu quero saber como vão ser as coisas por lá Eu preciso me ver em 1996 E dizer sim ou não aos processos de vida de lá Outro dia eu sonhei que estava numa arena gigante Era eu o mais caro objeto vendido em leilão Gargalhadas soavam por toda essa arena mercante E eu era um palhaço sem graça vendido em leilão E eu olhava tudo calado E eu levava fé nessa mão E eu ouvia os preços gritados E eu calava o meu coração (2x) Quem dá mais por um cara que ousou acreditar nos seus? Quem dá mais por um homem que insiste na palavra Deus? Quem dá mais por um louco que discorda do computador? Quem dá mais por um velho ultrapassado que ainda crê no amor? Fui vendido afinal como tudo no grande mercado Mas meu medo acabou quando alguém me tocando falou: Este povo um dia já foi por meu pai perdoado E eu também fui vendido, pregado e nada mudou Antonio Marcos foi um dos grandes compositores e intérpretes do fim do século passado. Ajudou muitos companheiros a trilhar suas estradas. A única e última vez que o vi pessoalmente, foi num boteco na Rua Pinheiros, com a saúde combalida pelo alcool. Mas o poeta ainda tinha um projeto. Queria ver a sua última composição conhecida, apresentada num trabalho em cartolina e tecido vermelho brilhante. Nela havia uma singela frase em letras góticas: "Um beijo no seu coração".
Pois é meu caro Antonio (que Deus o tenha entre os bons), como você, eu também discordo do computador. Me perdoe o poeta em lançar mão de sua magnifica obra como preâmbulo para meu tema do meu blog, essa semana. Lanço um desafio aos queridos leitores do Blog SBTVD PAL-M. Vamos testar a infalibilidade do computador, colocando-o à prova com "A parte mais sensível do corpo humano:o bolso." (Joelmir Betting). Antes de enveredar para carreira em eletrotécnica, trabalhei um bom tempo nos escritórios da Mobil Petróleo, na Av. Paulista, em frente ao prédio da Fundação Casper Líbero, ponto de chegada da prova anual de São Silvestre. Só agora, depois de 30 anos, fiquei sabendo que a Mobil era subsidiária da Standard Oil. (S-0, Ess-Ou, Esso ou Exxon). Até que fiz uma carreira interessante: contínuo, auxiliar de serviços gerais, arquivista e auxiliar de pagadoria. Bons tempos.
Na era pré-computador todos os lançamentos de uma movimentação bancária gerava um documento em papel. Após a massificação do computador, abriu-se um grave precedente jurídico. Milhões de operações bancárias acontecem diariamente sem a menor pista documental. Mas, computador não erra... Em maio de 1997, o enxadrista Kasparov foi humilhado por essa máquina. Teria o homem a triste sina de curvar-se à essa inexorável superioridade ? Categoricamente, eu respondo: Não! Quantos são os saques feitos em caixas eletrônicos diariamente? Responda sinceramente, em silêncio, pra você mesmo: Você tem certeza que todos os saques em sua conta bancária (em caixas automáticos) teriam sido feitos somente por você? Há uma saída para o problema. Pegue um dadinho. Vou pegar um agora. Vou fazer uma sequência de dez lançamentos. Eis o resultado: 3 - 1 - 1 -1 - 5 - 5 - 4 - 4 - 1 - 1 Será que meu dado está viciado? Farei, agora uma outra sequência de dez lançamentos, desta vez secreta. Esta sequência eu vou usar como registro de meus saques em caixa automático. Toda vez que eu fizer um saque em conta corrente, farei também uma transferência para a caderneta de poupança, cujo valor terá uma relação secreta com a sequência dos números sorteados pelo dado. Vamos comprovar a infalibilidade do computador.
Escrito por Jonas às 08h37
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