
Um problema celestial - parte ii Mais lenha na fogueira Ontem estive com Tupã, meu sobrinho especialista em mecatrônica. Atém de trabalhar na área de automação industrial, faz umas aulinhas de bateria acústica (nada a ver com acumuladores elétricos de chumbo-ácido) e um curso de pós-graduação, na Universidade de S. Paulo. Depois de jogar muita conversa fora, convidei-o a discutir o problema dos foguetinhos, abaixo: http://sbtvd.anadigi.zip.net/arch2009-05-24_2009-05-30.html Meu sobrinho comentou que minha visão é totalmente newtoniana (algo que não nego), assim como Newton, que via no cosmos a evidência do Criador. Deus, imagino eu, contempla o universo desde um plano estático, como uma folha de papel, de onde que tudo acontece pode ser visto num único tempo. Tupã explicou-me que o percurso da luz que chega a nave vermelha é cada vez menor, ao passo que, para a nave verde, o tempo do percurso da luz aumenta, de modo que a pulsação do farol varia para cada astronauta. Isso é explicado pelo efeito Doppler. Ok, mas penso com o meu bestunto: houve ou não soma e subtração de velocidades das naves em relação ao feixe de luz do farol? Alô fãs de Michelson e Morley ! Dá prá explicar isso melhor? Pondo um pouco mais de lenha na fogueira, proponho a adição de mais alguns elementos ao problema original: Além do farol "a", naves "b" e "c" e estação orbital "d", adicionei outros elementos na imagem, agora vistos por cima. À direita, há um foguete negro com duas foto-células "i" e "j"; dentro do foguete há também um cronômetro que medirá o tempo decorrido do estímulo de LASER entre as foto-células. O foguete negro, nesse instante, está "tocando" a tangente do raio LASER do farol "a"; Um pouco acima, há uma pequena estação orbital amarela "f". Nela, há um observador que avista uma giganteca tela panorâmica de cinema, que ocupa um arco do circulo descrito pelo raio laser do farol "a". Essa estação amarela está parada em relação ao farol "a"; Os elementos "b", "c" e "d" fazem parte do problema anterior, acima, em outro post; Em "e" há uma estação azul, análoga a estação amarela, nela há um observador que avista uma gigantesca tela de cinema, porém totalmente plana, que ocupa o espaço imaginário da corda do círculo descrito pelo raio LASER; À esquerda do observador, há um foguete branco com duas foto células "g" e "h"; dentro desse foguete há também outro cronômetro que medirá o tempo decorrido de estímulo de LASER entre as foto-células. O foguete preto e o foguete branco distanciam-se do farol em velocidades idênticas Começando a varredura angular do raio LASER do farol pelo lado direito do desenho, teremos as seguintes verificações: O tempo entre os estímulos das foto-células do foguete negro será igual ao foguete branco. Porém, o tempo entre os estímulos das fotos-células de ambos os foguetes, em relação ao farol, aumentará quanto maior for a velocidade dos foguetes.
Prá completar a confusão, se invertermos o sentido de rota do foguete branco, o tempo de estímulos das foto-células dessa nave será menor que o tempo da nave preta. O observador da tela panorâmica "f" (estação amarela) verá um pontinho luminoso percorrer a tela, da direita para esquerda em movimento angular constante. O observador da tela plana "e" (azul) verá um pontinho luminoso percorrer a tela, da direita para a esquerda, mas com um movimento estranho: do lado direito da tela até o meio, o ponto irá diminiur a velocidade; do ponto central da tela ao canto esquerdo, o ponto luminoso irá aumentar a velocidade. Como pôde ser "visto", pobre de nós mortais, quando tentamos entender o universo através de nossos limitados sentidos e razão incompleta.
Escrito por Jonas às 11h00
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