Relatividade da Tartaruga Nunca fui forte em matemática, mas sempre desconfiei dela. "Números não mentem jamais"... Depende de quem os usa. Palavras como números podem servir para descrever um evento físico. Por que então, fica tão difícil entender um discurso verbal sobre a relatividade? "Imagens dizem mais de mil palavras". Mas podem mentir também... Não há como negar: nesse mundo multimídia em que vivemos, nossa área cerebral destinada às imagens deve estar sofrendo hipertrofia. Isso posto, corri atrás de uma explicação "hollywoodiana" para a teoria da relatividade. Encontrei esse filmete na rede que versa sobre relatividade, em castelhano: Preste bem atenção ao filme. Se necessário, rode-o várias vezes. http://www.educaguia.com/videoseducativos/videos.asp?MOD=VIDEO&id=36 Bem, agora vem minha elucubração gráfica-literal. Dê uma olhada nesse arranjo de pergaminho: 
O rolo da esquerda está se esvaziando, o da direita está enchendo. À frente do papel esticado há um arranjo com uma mola, um peso e um lápis. Esse sistema funciona como um relógio. A frequência de oscilação (sobe-e-desce) é dada pela fórmula f = 1/2 pi (m k)^1/2 Literalmente: A frequência de oscilação do sistema é igual ao inverso do produto de dois multiplicado pela constante pi multiplicado pela raiz quadrada da massa do peso multiplicada pela constante elástica da mola. Se você não entendeu nada, não tem importância. O peso do conjunto vai subir e descer em movimento harmônico, numa cadência constante. Como temos um lápis preso ao sistema, a oscilação do sistema será gravada no papel. Quem estiver do lado do rolo puxador (à direita), vai ter a sensação de ver uma onda, que sobe e desce na mesma cadencia do sistema oscilante. Podemos dizer que esse observador do rolo direito tem plenas condições de calcular a frequência exata do sistema oscilante através do registro gráfico, mesmo que não veja o lápis em movimento. Vamos agora para o segundo sistema: 
Colocamos o sistema mola-peso-lápis dentro de uma torre sustentada por um trolley ferroviário. O pergaminho é gigante. O rolo da direita está esvaziando e o da esquerda está enchendo. Há um observador no ponto A, que tem seus pés apoiados no chão e um observador no ponto B, que tem os seus pés apoiados na plataforma do trolley. Digamos que por um motivo qualquer, a velocidade da luz fosse extremamente baixa. Digamos, também, que o pergaminho está a uma velocidade "C" máxima permitida, fazendo o caminho desde rolo direto para o esquerdo.
Enquanto o trolley estiver parado (condição D), o observador A e B apreciarão uma onda sobe-e-desce na mesma velocidade e no mesmo tempo. À partir do momento em que o trolley entrar em movimento (condição E) e estabilizar sua nova velocidade, o observador B não notará nenhuma variação na velocidade do sobe-e-desce da onda inscrita no papel. O observador estacionado no ponto A notará uma redução drástica na velocidade do sobe-e-desce da onda registrada no papel. Fica aqui a pergunta final: Houve distorção temporal na experiência? Para saber mais: http://sbtvd.anadigi.zip.net/arch2009-07-26_2009-08-01.html
Escrito por Jonas às 11h01
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