SBTVD PAL-M


 Novela Relativística, parte1

Conforme prometido, aqui vai a primeira parte da novela, incluindo o prólogo.

Confesso aos queridos leitores do Blog SBTVD PAL-M que esta tradução está dando muito trabalho.

Alerto que esse artigo foi escrito há 12 anos, por um astrônomo já falecido. O objetivo dessa tradução não é dar "a última palavra" sobre o tema, e sim, "dar ciência" que a Teoria da Relatividade não é tão "certinha" quanto parece, e que teorias rivais estão sofrendo discriminação por parte das revistas "sérias", que descartam sistematicamente qualquer artigo não-relativista.

Repensando a Relatividade

por Tom Bethel

Ainda ninguém se deu conta, mas uma respeitada revista de física publicou apenas um artigo, cuja conclusão, se for aceita pela maioria, irá minar as bases da física moderna e a Teoria da Relatividade de Einstein, em particular.

A materia foi publicada em "Physics Letters A" (21 de dezembro 1998), o artigo afirma que a velocidade com que a força da gravidade se propaga deve ser pelo menos vinte bilhões de vezes mais rápida que a velocidade da luz. Isto contradiz a Teoria da Relatividade Especial de 1905, que afirma que nada pode viajar mais rápido que a luz . Esta alegação sobre o estatuto especial da velocidade da luz tornou-se parte da visão de mundo dos leigos educados no século XX.

A Teoria da Relatividade Especial [1905], ao contrário da Teoria Geral (1916), é considerada pelos especialistas estar acima de qualquer crítica, porque ela foi confirmada "várias vezes". Mas alguns físicos dissidentes acreditam que há uma maneira mais simples de enxergar os fatos, de modo a evitar a confusão mental provocada pela Relatividade. Seus argumentos podem ser compreendidos por leigos.

Eu [Tom Bethel] escrevi sobre um desses dissidentes, Peter Beckmann, ao longo de cinco [dezesseis] anos atrás. (Revista TAS, agosto de 1993, e correspondência TAS, Outubro de 1993) . O presente artigo apresenta novas personagens e argumentos. O assunto é importante porque, se a Teoria da Relatividade Especial for suplantada, grande parte da Física do século XX, incluindo a teoria quântica, terão de ser repensadas a partir desse novo ponto-de-vista.

O artigo da Revista "Physics Letters A" foi escrito por Tom Van Flandern, um associado de pesquisa no Departamento de Física da Universidade de Maryland. Ele também publica [publicava] o "Boletim de Pesquisa Meta", que apoia as "promissoras, mas impopulares idéias alternativas em astronomia.

Nos anos 1990, ele trabalhou como consultor especial para o Sistema de Posicionamento Global (GPS), um conjunto de satélites cujos relógios atômicos que permite aos observadores em solo terrestre determinarem sua posição geográfica numa precisão de aproximadamente 30 centímetros. Os relatórios Van Flandern surgiram antes do lançamento dos satélites GPS e provocaram uma intrigante polêmica. A Relatividade Especial dava aos partidários de Einstein razões para duvidarem se tudo ia funcionar.

De fato, os GPS funcionaram muito bem. (Saiba como, mais adiante).

[Curioso é notar que os físicos contemporâneos invocam o GPS como prova contundente em favor à teoria da relatividade.]

A publicação de seu artigo numa "revista séria" se deu por um capricho da sorte. Durante anos, a maioria dos editores de revistas de física ortodoxa vem rejeitando automaticamente artigos que argumentam contra a Relatividade Especial.

Essa estratégia foi informalmente adotada na esteira da "Controvérsia Dingle Herbert".

Dingle, um professor de ciência da Universidade de Londres, havia escrito um livro de popularização da Relatividade Especial. Mas na década de 1960, ele se convenceu de que a teoria não era verdadeira. Então, ele escreveu outro livro, Science at the Crossroads (1972), contradizendo a primeira obra. Revistas científicas, especialmente a "Nature", foram bombardeadas de cartas, suas e de outros.

Um editor da "Physics Letters A" prometeu a Van Flandern que os revisores não rejeitariam o seu artigo, simplesmente porque isso conflitaria com seus princípios.

Van Flandern começa [o artigo] com a "uma coisa maravilhosa" que ele aprendeu como um estudante de pós-graduação de mecânica celeste em Yale: a de que todas as interações gravitacionais devem ser tomadas como instantâneas [conforme Newton].

Ao mesmo tempo, foi ensinada aos estudantes a Teoria da Relatividade Especial, na qual Einstein provou que nada poderia propagar mais rápido que a luz no vácuo.

"O desacordo estava lá, como um rival irritante", me disse Van Flandern. Ele determinou que um dia iria encontrar a sua resolução. Hoje, ele acha que uma nova interpretação da Relatividade pode ser necessária.

O argumento é que a gravidade tem de viajar mais rápido que a luz. Se o limite de velocidade da gravidade é igual ao limite de velocidade da luz, deveria haver um atraso considerável na sua ação.

[A "lentidão" da força da gravidade solar alteraria a posição dos planetas]

Se cada "puxão" do Sol sobre a Terra demorasse 8 minutos e 18 segundos para chegar até nós [como demora a luz do Sol para chegar a Terra], a Terra caminharia em linha reta durante esse período até o próximo puxão. Mas, em seguida, o puxão do Sol sobre a Terra não será na mesma linha reta do puxão da Terra sobre o Sol. [O sol atrai a Terra assim como a Terra atrai o Sol]. 

O efeito desse desalinhamento de forças, em 1200 anos, "faria com que a distância da Terra ao Sol aumentasse ao dobro.

Obviamente isso não está acontecendo. A estabilidade das órbitas planetárias nos diz que a gravidade deve se propagar muito mais rápido que a luz. Aceitando esse raciocínio, Isaac Newton assumiu que a força da gravidade deve ser instantânea.

Dados astronômicos apoiam esta conclusão.

Sabemos, por exemplo, que a Terra se acelera a um arco geométrico de 20 segundos de arco à frente [da Luz] do Sol vísivel [em geometria, um arco é um "pedaço de um círculo; um circulo tem 360 graus, cada grau tem 60 segundos], isto é, em busca da verdade, na direção instantânea do Sol.

A luz do sol vem de uma direção e seu "puxão" de uma direção ligeiramente diferente. Isso implica numa velocidade diferente entre a luz e a gravidade.

[Nota do Blogueiro-Tradutor: Eis aqui o conflito central Newton-Einstein: de acordo com Einsten, se as ondas gravitacionais existirem, teriam de viajar à velocidade da luz. Einstein intuiu que, se nada pode viajar acima da velocidade da luz, deveria haver outra explicação para a estabilidade das órbitas planetárias. A explicação de Einstein para essa estabilidade é dada pela distorção espaço-tempo, conforme sua Teoria da Relatividade, porém, ainda não comprovada. Cada um pode imaginar o ente "distorção espaço-tempo" como bem entender, pois ele é provado somente pela matematica. Na minha obscura ignorância, imagino essa distorção como trilhos invisíveis que mantêm os planetas dentro de suas órbitas.]

Parece estranho que algo tão fundamental para a compreensão da física ainda é assunto que gera polêmica. Mas isso nos encoraja a pensar o que sabemos realmente sobre o mundo físico. Em certos grupos de discussão na Internet, o que mais se debate é: "Qual é a velocidade da gravidade?", comenta Van Flandern.

Essa pergunta é ouvida com menos frequência nas salas de aula, por que os professores e a maioria dos livros-textos deixam esta questão de fora. Eles entendem que o argumento da velocidade da gravidade deve ser mais rápido, mas eles também são treinados para deixar que nada exceda o limite de velocidade de Einstein.

Então, talvez haja algo errado com a Relatividade Especial. O filósofo-matemático Bertrand Russel escreveu o " ABC da Relatividade". Neste livro, ele afirma que, tal qual o modelo do sistema heliocêntrico de Copérnico parecia difícil, agora parece óbvio, a teoria de Einstein "vai parecer fácil". Mas ela continua difícil, não por causa da matemática, mas por que a lógica elementar deve ser abandonada.

A Teoria da Relatividade Especial pode ser explicada com a matemática ensinada nos colégios.

 [Embora a teoria da Relatividade Especial possa ser provada com matemática de nível médio, a sua natureza é de difícil compreensão].

A Teoria da Relatividade Geral é realmente difícil. Os livros "fáceis" de Einstein continuam desconcertantes para a maioria das pessoas. O sol como centro de nosso sistema é facilmente compreensível.

A Relatividade Especial (que trata dos movimentos em linha reta) é tratada comos se estivesse acima de qualquer suspeita. No entanto, a Relatividade Geral (que trata da gravidade e dos movimentos acelerados em geral) não goza da mesma reputação.

Francis Stanford Everitt, diretor do lançamento de uma sonda espacial para teste da Relatividade Geral, a ser lançada no próximo ano (1), resumiu sua posição sobre as duas teorias da seguinte maneira: "Eu não ficarei surpreso se a Teoria Geral de Einstein quebrar".

"Einstein reconheceu por si próprio falhas graves nessa teoria, e sabemos que, em termos gerais, é muito difícil conciliar essa teoria com outras partes da física moderna. Quanto à Teoria da Relatividade Especial, se negada, eu ficaria muito surpreso. Os fundamentos experimentais [dessa teoria] parecem mais convincentes". Essa é uma opinão de consenso.

[PARECE QUE NÃO...]

A dissidência da Relatividade Especial é um movimento pequeno e disperso. Mas ele está la, e vem crescendo. O artigo de Van Fladern é apenas uma última manifestação. Em 1987, Peter Beckman, que lecionava na Universidade de Colorado, escreveu o livro "Einstein Mais Dois" e salientou que as observações que levaram à Teoria da Relatividade poderiam ser interpretadas de maneira mais simples, de modo a preservar o tempo universal [tempo absoluto?].

Beckman fundou a revista "Galilean Electrodynamics"[2], assumida por Howard Hayden, da Universidade de Connecticut (física) e agora é editada por Cynthia Kolb Witney, do Centro de Tecnologia de Eletro-Óptica de Tufts. Hayden realizou encontros sobre as idéias de Beckman em várias universidades da Nova Inglaterra, mas não encontrou um físico disposto a discutir o argumento.

[1] A sonda que o texto faz referência deve ser a Gravity Probe B, da NASA. Até agora, anos após o lançamento do satélite, os resultados apresentados parecem inconsistentes

[2] A principal característica da "Galilean Eletrodynamics" é a publicação de artigos científicos não aceitos por outras revistas.

Texto Original:

http://www.gravitywarpdrive.com/Rethinking_Relativity.htm

Relação de artigos recentes da Galilean Electrodynamics:

http://www.eternalchaos.com/CUMDEX3.pdf



Escrito por Jonas às 09h34
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