Novela Relativística, parte 2
Uma breve nota sobre a contribuição mais famosa de Einstein para a Física. Quando os defensores de Einstein percebem que há heresia no ar, algumas pessoas vêm para defender a Teoria da Relatividade com esta pergunta: - Bombas Atômicas funcionan, não? A razão delas brotam da seguinte maneira: A equação E=mC^2 foi descoberta de um subproduto da teoria Especial da Relatividade de Einstein ("verdadeira"). Portanto, eles concluem que a Relatividade é indispensável para nossa compreensão do funcionamento do universo. Mas isso não vai adiante. Há fórmulas alternativas que dispensam a Relatividade. Uma delas foi fornecida pelo próprio Einstein, em 1946. Esta fórmula é mais simples que a ladainha relativista. Mas poucos livros ou biografias de Einstein mencionam tal alternativa. Eles admiram a sua complexidade e se agarram à ela. Consideremos Cliffor M. Will, da Universidade Washington, um dos principais defensores da Relatividade nos dias de hoje: "É difícil imaginar a vida sem a Relatividade Especial", diz na obra "Einstein Estava Certo?" "Basta pensar em todos os fenômenos ou característiscas do nosso mundo para perceber que a Relatividade Especial desempenha, um papel importante, tanto na energia atômica explosiva quanto na controlada.
A famosa equação E=mc^2 explica com a massa pode ser convertida em quantidades extraordinárias de energia." Notem a intenção enganosa na afirmação "desempenha um papel importante". Há alguma alternativa para olhar todos os fatos, supostamente órfãos sem a Relatividade? Há uma maneira mais simples de explicar tais fatos? Um critério de simplicidade tem sido usado para defender teorias. Entre os modelos de sistemas planetários, o que apresenta o sol como centro é mais simples que o modelo da terra como centro, e nós o preferimos por esse motivo. Tom Van Fladern diz que o problema é os Especialistas em Einstein se acostumaram com os "diagramas de Minkowsky" e [aceitam] ao pensamento relativista como a própria realidade" [Minkowsky foi professor de Einstein e inventou gráficos que representam as fórmulas de espaço-tempo] Quando esses caras buscam uma alternativa para o tempo universal [tempo absoluto] e ao "Espaço Galileano", percebe-se que esse quebra-cabeças é mais complicado que suas próprias elucubrações matemáticas. Uma vez que os Relativistas operam seus raciocínios dentro da doutrina Einsteniana, fica difícil para eles repensar o assunto em termos clássicos, da mesma maneira como é difícil para os leigos entenderem a dilatação do tempo e a contração do espaço. Para os leigos, no entanto, e para os físicos que não se especializaram em Relatividade, ou seja, a imensa maioria dos físicos, não há dúvida que a interpretação de Galileu é muito mais simples que a Relatividade Einsteniana Especial [Restrita]. A Relatividade Einsteniana Restrita foi proposta pela primeira vez como uma forma de driblar a grande dificuldade que surgiu na física, com o resultado do experimento de Michelson-Morley (1887) [que negou a existência do éter]. Maxwel [em sua teoria eletromagnética] mostrou que as ondas de rádio e luz compartilham do mesmo espectro eletromagnético, diferindo-se apenas no comprimento de onda. [luz são ondas eletromagnéticas percebidas pelo olho humano]. Assim como ondas marítimas propagam-se pela água, as ondas sonoras propagam-se pelo ar, as ondas eletromagnéticas devem ter o seu próprio meio de propagação. Esse meio foi chamado de éter. "O espaço interplanetário e interestelar não pode ser vazio", escreveu Maxwell, "mas são ocupados por uma substância material ou um corpo, que é certamente maior e mais uniforme do que tudo que conhecemos." Da maneira como os dissidentes modernos enxergam, a proposta de uniformidade de Maxwell era enganosa. O experimento de Milchelson e Morley foi uma tentativa em detetar esse éter. A Terra em seu movimento orbital deve sofrer a ação do éter, de modo que ele deve ser percebido como uma brisa fora da janela de um carro em movimento. Apesar de repetidas tentativas, nenhuma brisa etérea pode ser observada. Quando o interferômetro de Michelson e Morley foi posto à prova, esperava-se um padrão de franjas, em decorrência da interferência luminosa ao suposto movimento. Mas não houve nenhuma alteração no padrão. Einstein justificou o resultado negativo da prova de Michelson e Morley de forma radical: "Não há necessidade de um éter [para a propagação das ondas eletromagnéticas]. E se não houve mudança na franja é por que a velocidade de uma onda luminosa se aproximando não é afetada pelo movimento do observador". [Einstein, por influência de Mach, negou o éter por não ter como provar a sua existência]. Mas se a velocidade da luz se mantém constante, o tempo precisa andar mais devagar [distorção temporal] e o espaço precisa contrair-se [distorção espacial], de modo que a divisão de um pelo outro continuará dando o mesmo resultado, ou seja a invariância da velocidade da luz. A FÓRMULA pela qual determinou-se a invariabilidade da velocidade da luz é muito simples, e MATEMATICAMENTE tudo se justificou. Comentários do tradutor: Note que o observador depende da percepção da luz para a verificação do teste do interferômetro de Michelson e Morley. Na física, a velocidade é dada pela divisão do espaço pelo tempo. Velocidade é o espaço percorrido num determinado tempo. Por exemplo, se um carro está a velocidade de 100 km/h, este pode cobrir o espaço de 100 km dentro de uma hora. Se, no experimento de Michelson e Morley feito na Terra, onde há movimento de rotação e translação em jogo, não foi detetada a variação da velocidade da luz em relação ao movimento do observador, logo, o tempo teria de dilatar-se e o espaço teria de contrair-se! O espaço e o tempo encolhem, mas a resultante da divisão de um pelo outro (a velocidade da luz no interferômetro) continua a mesma. Voltando à tradução... Os céticos, no entanto, foram apaziguados com esta fórmula: "Eu sei que parece estranho o tempo ficar lento e o espaço contrair-se quando as coisas se movem. Mas não há com o que se preocupar. Esse fenômeno é muito pequeno para ser notado no dia-a-dia, pois depende de velocidades absurdas para ser medido." "Assim, para efeitos práticos, podemos continuar vendo o mundo à moda antiga. Se, algum dia, alcançarmos as velocidades relativistísticas, iremos nos acostumar com esses estranhos efeitos." (Continua no próximo capítulo). Mais comentários... As velocidades dos veículos construidos pelo homem ainda não são suficientes para verificar a distorção espaço-tempo com facilidade. Desta maneira, para a engenharia aeroespacial, a física clássica de Newton continua valendo. . . . Aproveito a oportunidade para incluir um texto encontrado no blog "Física na Veia". O que Einstein procurava, quando enunciou sua “Teoria da Relatividade Especial”, era salvar o princípio de Galileu, quando aplicado às leis do eletromagnetismo, que haviam sido brilhantemente sintetizadas por Maxwell, durante o século XIX. Parecia, inicialmente, que as leis do eletromagnetismo não eram descritas da mesma maneira, quando se mudava de referencial. Ao unificar os resultados de Michelson e Morley sobre o fato de que a luz não necessita suporte material para se propagar com as equações de Lorentz para cálculo de velocidades relativas e com o fato da velocidade da luz independer do referencial, concluiu que as leis do eletromagnetismo também são as mesmas para todos referenciais inerciais.
José Roberto Castilho Piqueira Professor titular da Poli-USP Aproveitei o gancho e perguntei ao professor Dulcídio, titular do blog "Física na Veia": - Einstein fez um esforço danado para salvar a teoria eletromagnética de Maxwell. E se a teoria de Maxwell estiver errada? Resposta: - Como eu disse (...) num comentário anterior, aprendi que certo ou errado não são termos aplicáveis na Física. Feynman dizia mais ou menos assim " fazer Física é como assitir a uma partida de xadrez sem saber as regras. A gente vai entendendo às regras do jogo aos poucos, em tempo real". Logo, dentro da Física, tudo pode evoluir e se adequar. Entender o jogo do Universo não é algo definitivo, nunca! fonte: http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2009-10-18_2009-10-24.html
Escrito por Jonas às 11h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|